Ibaneis Rocha “totalmente limpo”? BRB e Master sob investigação! Governo do DF se defende e acusa “trabalho democrático”. Impeachment e ações judiciais pressionam governador. Saiba mais!
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), declarou nesta terça-feira, 3, que está “totalmente limpo” em relação às investigações envolvendo os bancos Banco de Brasília (BRB) e Banco Master. Ele classificou a situação como parte de um “trabalho extremamente democrático”, ressaltando a importância dos relacionamentos com o setor empresarial.
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Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, admitiu em depoimento à Polícia Federal (PF) ter participado da venda da instituição para o banco estatal. Ibaneis minimizou a reunião entre os dois, justificando que Vorcaro é uma figura conhecida no meio empresarial e mantém contato com agentes públicos, o que, segundo ele, é comum.
O governador citou, inclusive, um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o empresário Daniel Vorcaro, argumentando que essa prática é normal e não deve ser vista como suspeita.
Apesar da defesa do governador, a situação gerou pedidos de impeachment por parte de parlamentares como PSB e Cidadania, protocolados na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em 23 de janeiro. O PSOL também apresentou uma representação própria no mesmo dia.
Paralelamente, um grupo de cinco partidos – PT, Rede, PDT, PCdoB e PV – protocolou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma notícia de fato, solicitando a apuração de possíveis crimes comuns e atos de improbidade administrativa contra Ibaneis, no contexto do caso BRB-Master.
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O objetivo é o afastamento do governador para garantir a lisura das investigações.
O caso do Banco Master está sendo analisado no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli, após a menção do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) em documentos apreendidos. O processo tramitava no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e foi encaminhado ao STF por solicitação da defesa de Daniel Vorcaro, que alegou a existência de autoridade com foro privilegiado.
O ministro Dias Toffoli declarou que, ao final das investigações, pode ser comprovado que não há autoridade com foro privilegiado no caso.
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