Tráfico de Animais Silvestres: Crise na Fauna Brasileira! 🚨 Pássaros, macacos e répteis são alvos do crime. Descubra como o tráfico ameaça espécies como o Pássaro Coleirinha e o Jabuti-piranga. Saiba como denunciar!
O tráfico de animais silvestres representa um dos maiores desafios para a preservação da fauna no Brasil. A combinação rara de fatores biológicos, territoriais, econômicos e sociais impulsiona essa atividade criminosa, que se aproveita da vasta oferta de espécies cobiçadas em diversas regiões do país.
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Segundo o Ibama, a demanda internacional também exerce uma influência significativa, alimentada pelo desejo de possuir “espécies exóticas e raras, que se tornam um símbolo de status, em detrimento da liberdade do animal”. Esse ciclo vicioso, onde o tráfico reduz a população de uma espécie, tornando-a mais rara na natureza, e a espécie rara, por sua vez, torna-se ainda mais desejável pelos traficantes, exige ações urgentes.
As principais espécies afetadas pelo tráfico de animais silvestres no Brasil são aves, mamíferos e répteis. Entre as aves, o Pássaro Coleirinha, o Picharro, o Canário-da-terra-verdadeiro e o Galo-da-campina são frequentemente alvos. Mamíferos como o Gambá-de-orelha-preta, o Macaco-prego e o Sagui também são capturados para venda ilegal.
No caso dos répteis, o Jabuti-piranga e o Tigre-d’água são particularmente vulneráveis. A crescente apreensão de filhotes de arara-canindé e arara-vermelha demonstra a pressão sobre essas espécies ameaçadas.
Nem todos os animais silvestres vítimas do tráfico conseguem uma segunda chance. Enquanto alguns são resgatados, tratados e, após um longo processo de reabilitação, reintroduzidos à natureza, outros não resistem às condições de captura, transporte e cativeiro ilegal.
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Instituições especializadas, como o Centro de Triagem e Recuperação de Animais Silvestres de São Paulo (Cetras-SP), desempenham um papel crucial nesse processo. O Cetras-SP recebe animais apreendidos por órgãos como o Ibama e a Polícia Militar Ambiental, além de exemplares entregues voluntariamente por munícipes.
Cerca de 70% dos animais que sobrevivem e são reabilitados conseguem ser devolvidos à natureza, enquanto os outros 30% apresentam sequelas que impedem a reintrodução.
Existem diversos canais disponíveis para denunciar o comércio e o tráfico ilegal de animais silvestres. É possível acionar a Polícia Militar Ambiental, o Ibama (através do telefone 0800 061 8080) ou a Prefeitura de São Paulo (156). Em casos de emergência, o número 190 pode ser acionado.
Além disso, é possível entregar voluntariamente um animal mantido de forma irregular ou realizar a entrega de um animal resgatado, desde que não represente perigo para quem o recolhe.
O combate ao tráfico de animais silvestres exige uma abordagem multifacetada, envolvendo fiscalização, conscientização e a atuação de instituições especializadas. A preservação da fauna brasileira depende da nossa capacidade de interromper esse ciclo vicioso e garantir a proteção das espécies ameaçadas.
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