RH brasileiro revoluciona gestão com IA! 🤯 Empresas como Grupo Pinho e Won Gestão usam inteligência artificial para prever riscos psicossociais e evitar afastamentos. Saiba mais!
Em 2026, o setor de Recursos Humanos no Brasil passou por uma transformação significativa, impulsionada pela necessidade de atender às exigências da nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que agora exige o gerenciamento estruturado de riscos psicossociais.
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A pressão aumentou com o aumento consistente dos afastamentos por saúde mental, o que levou as empresas a buscarem soluções inovadoras, como a inteligência artificial (IA). A análise de dados com IA pode transformar o papel do RH, permitindo a identificação antecipada de padrões de risco.
Renan Conde, CEO Brasil da HRTech Factorial, destaca que a IA permite que o gestor saia da posição reativa e atue na prevenção, garantindo que a NR-1 não seja apenas um documento formal, mas uma prática real de cuidado. A mudança representa uma virada importante na gestão de pessoas, tradicionalmente focada em responder a crises já instaladas, como afastamentos, conflitos internos ou processos trabalhistas.
Diversas empresas já começaram a incorporar a tecnologia para atender às novas exigências regulatórias. O Grupo Pinho, por exemplo, utiliza a IA para cuidar da saúde do time, realizando pesquisas de pulso e clima, que são cruzadas com outros dados internos para monitorar sinais de risco psicossocial.
Luccas Gavron, da área de People Analytics da empresa, explica que a IA ajuda a identificar padrões de estresse a partir de comentários anônimos e outros indicadores, permitindo revisar procedimentos preventivamente.
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Outro exemplo é a Won Gestão. Para Rafaeli Wingler, diretora de RH da empresa, a atualização da NR-1 abriu espaço para estruturar de forma mais consistente a gestão da saúde mental. A IA funciona como uma lupa do bem, organizando sinais que já existiam, como clima, absenteísmo, horas extras e rotatividade, e ajuda a transformar isso em decisões mais responsáveis.
A urgência dessa agenda é sustentada pelos números: em 2025, o Brasil registrou mais de 530 mil afastamentos relacionados a transtornos mentais, segundo o Ministério da Previdência Social. Além do impacto humano, o tema tem peso financeiro, com a Justiça do Trabalho movimentando cerca de R$ 50 bilhões em 2024.
A adoção crescente dessas tecnologias também reflete uma mudança cultural mais ampla, com 78% dos profissionais já utilizando algum recurso de inteligência artificial na rotina de trabalho, segundo um estudo da Factorial.
Para Wingler, o avanço tecnológico não elimina o papel humano na gestão de pessoas. “A IA reduz tarefas operacionais e permite que o time esteja mais próximo das pessoas. A IA apoia — quem decide e acolhe continua sendo gente.”
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