ChatGPT e Gemini reacendem debates de 1960 sobre IA! 🤯 Descubra como o Eliza, primeiro chatbot, gerou apego emocional e os dilemas éticos da tecnologia. A IA está mudando o mundo? Saiba mais!
As previsões sobre a inteligência artificial, feitas há mais de 70 anos, estão se tornando realidade. Chatbots, assistentes virtuais e sistemas automatizados são comuns no dia a dia. Debates sobre se as máquinas podem ter emoções, substituir o trabalho humano e questões éticas da tecnologia já existiam nos anos 1950 e 1960.
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Hoje, ferramentas como o ChatGPT e o Gemini reacendem essas discussões, impulsionadas por investimentos enormes e o uso crescente por governos e empresas.
Em 1966, o cientista Joseph Weizenbaum criou o Eliza, considerado o primeiro chatbot a ganhar fama mundial. O programa funcionava reformulando frases digitadas pelo usuário, dando a ilusão de compreensão. Apesar de simples, o Eliza despertou apego emocional em alguns usuários, que o tratavam como um amigo.
O próprio Weizenbaum ficou surpreso ao ver pessoas pedindo privacidade para conversar com a máquina, o que o levou a ser mais crítico sobre o potencial da tecnologia.
Em 1950, o matemático Alan Turing perguntou se as máquinas podem pensar. Ele antecipou críticas sobre religião, filosofia e moral, e questionou o uso de termos como “pensamento” e “memória” para descrever processos computacionais. Essa discussão continua relevante hoje e influencia como a sociedade percebe as capacidades da IA.
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Bernardo Gonçalves, do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), afirma que os dilemas centrais da IA permanecem os mesmos: o volume de recursos financeiros e o espaço que essas tecnologias ocupam junto a governos e empresas mudaram.
Ele destaca que a automação sempre causou impactos sociais, como a extinção de profissões, como a que ocorreu com o fim do trabalho de cálculo realizado por mulheres na década de 1940 e 1950.
Gonçalves lembra que a IA passou por um período de “inverno da IA” nos anos 1970, após críticas sobre expectativas exageradas. Esse ciclo se repete, com discursos sobre superinteligências e visões de sistemas limitados. Ele acredita que a realidade está entre esses extremos, com a IA avançando de forma consistente, mas sem corresponder totalmente às narrativas mais extremas.
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