McKinsey revela: 63% das empresas usam IA de código aberto. Brasil (50%) e Índia (77%) lideram adoção. Setor tech na vanguarda, com foco em autonomia e eficiência
A utilização de inteligência artificial nas empresas tem passado por uma transformação significativa. Anteriormente, a adoção frequentemente dependia de soluções prontas de grandes fornecedores, caracterizadas por licenças comerciais e acesso restrito à tecnologia central.
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Essa dinâmica está evoluindo rapidamente, impulsionada pelo crescente interesse em modelos de código aberto.
Uma pesquisa inédita da McKinsey, envolvendo mais de 700 líderes de tecnologia em 41 países, demonstra que 63% das empresas já utilizam regularmente modelos de IA de código aberto. No Brasil, esse percentual é de 50%, enquanto na Índia, um líder nesse cenário, atinge 77%.
O levantamento também indica que, globalmente, três em cada quatro negócios planejam aumentar o uso de IA de código aberto nos próximos anos, motivados pela busca por autonomia e eficiência.
O aumento do interesse em código aberto é impulsionado por fatores financeiros, de autonomia e velocidade de inovação. Para 60% dos entrevistados, os custos de implementação e manutenção de modelos de IA de código aberto são mais baixos. Além disso, a capacidade de treinar, ajustar e hospedar modelos internamente, na própria nuvem, aumenta a segurança e o controle sobre os dados.
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A flexibilidade para personalizar modelos e evoluir soluções de acordo com as necessidades do negócio também é um fator crucial.
A indústria de tecnologia lidera essa tendência, com 72% das empresas utilizando modelos de IA de código aberto. Empresas que consideram a IA fundamental para sua vantagem competitiva têm 40% mais probabilidade de adotar essa abordagem. No entanto, a adoção de ferramentas de código aberto apresenta riscos, como cibersegurança (62%), conformidade regulatória (54%) e questões de propriedade intelectual (50%).
Empresas brasileiras identificam a cibersegurança como um risco mais significativo (10% acima da média global).
Ferramentas de código aberto desempenham um papel importante em um ecossistema tecnológico dinâmico, sendo um recurso fundamental para comunidades de desenvolvedores há décadas. A tendência é que uma abordagem híbrida se consolide, com modelos de código aberto e proprietários coexistindo em organizações de diversos setores.
O código aberto deixa de ser apenas uma escolha tecnológica para se tornar uma estratégia de negócios.
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