Human Rights Watch lança alerta: Democracia global em crise! Novo relatório aponta para 72% da população mundial sob regimes autocráticos. Críticas ao governo Trump e aumento do autoritarismo no mundo. Saiba mais!
Um novo relatório da organização não governamental (ONG) Human Rights Watch, divulgado nesta quarta-feira (4 de fevereiro de 2026), lança um alerta preocupante sobre o estado da democracia em todo o mundo. A análise, liderada pelo diretor-executivo da organização, sediada em Nova York, nos Estados Unidos, indica que 72% da população mundial vive atualmente sob regimes autocráticos.
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Segundo o documento, a democracia global, conforme alguns indicadores, “retornou aos níveis de 1985”, com a Rússia e a China apresentando um cenário de menor liberdade em comparação com a década de 2000.
O relatório detalha uma série de ações e políticas do governo de Donald Trump nos últimos 12 meses, que a Human Rights Watch considera retrocessos significativos para os direitos humanos. A organização critica a minação da confiança nas eleições, a redução da responsabilização do poder público, o desmantelamento de programas de assistência e a atitude confrontacional com o Judiciário.
Além disso, o relatório aponta para a restrição da liberdade de expressão, a retirada de proteções para pessoas trans e intersexo, e o uso do poder do Estado para intimidar opositores.
O documento também aborda a política anti-imigratória de Trump, que a Human Rights Watch considera alinhada com ideologias supremacistas brancas. A organização relata condições desumanas e tratamento degradante para imigrantes e requerentes de asilo, com o registro de 32 mortes sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA até meados de janeiro de 2026, e mais 4 mortes em Minneapolis, no estado de Minnesota.
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O relatório detalha incidentes envolvendo agentes de imigração mascarados, que, segundo a ONG, têm como alvo pessoas racializadas, utilizando força excessiva e aterrorizando comunidades.
O relatório critica as ações de Donald Trump em organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), e seu plano de saída de 66 organismos internacionais. A Human Rights Watch também destaca o apoio de Trump a governos autoritários ao redor do mundo, afirmando que “quem tem poder impõe sua vontade e atrocidades não são impeditivos”.
A organização questiona quem se levantará para defender o sistema global de direitos humanos diante da atual ofensiva norte-americana.
Em conclusão, o relatório da Human Rights Watch clama por uma “aliança global” em apoio aos direitos humanos internacionais, com a participação de países como Austrália, Brasil, Canadá, Japão, África do Sul, Coreia do Sul e Reino Unido, bem como a União Europeia.
A organização acredita que, unidos, esses países poderiam se tornar uma força política poderosa e um bloco econômico substancial, capaz de enfrentar os desafios da atual ordem mundial.
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