Hulk Hogan expõe uso extremo de fentanil em TNA em docuserie da Netflix

Hulk Hogan Revela Uso Excessivo de Fentanil em Documentário
Em entrevista gravada antes de falecer, Hulk Hogan detalhou o uso exagerado de fentanil durante seu período na Total Nonstop Action Wrestling (TNA), que começou em 2009. Essas revelações fazem parte da docussérie da Netflix, intitulada “Hulk Hogan: Real American”.
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O ícone da luta livre faleceu em julho de 2025, aos 71 anos. Na produção, Hogan mencionou conviver com dores intensas enquanto atuava e que tentou controlar esse sofrimento com o uso de opioides, consumindo quantidades elevadas da substância.
Detalhes do Consumo de Opioides
Hogan descreveu a dosagem de forma alarmante. Ele relatou tomar comprimidos de 80 miligramas, dois pela manhã, colocados sob a gengiva. Além disso, utilizava dois adesivos de 300 miligramas nas pernas e recebeu seis pirulitos de fentanil de 1.500 miligramas.
Segundo o relato, um farmacêutico ficou surpreso com a quantidade, afirmando nunca ter visto alguém consumir tanto da droga. A publicação da Rolling Stone comparou essa dosagem a algo que poderia “matar um cavalo”.
Contexto Pessoal e Profissional Difícil
Na época, Hogan contava com o suporte de Eric Bischoff, ex-executivo do wrestling, que o auxiliou a fechar o contrato com a TNA. O lutador passava por um momento financeiro complicado após o divórcio de Linda Hogan, o que, segundo ele, o deixou sem recursos e o forçou a aceitar o trabalho mesmo sem estar em plenas condições físicas.
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Impacto do Divórcio na Vida Pessoal
O divórcio, motivado por envolvimentos extraconjugais, também teria fragilizado a rede de apoio pessoal do atleta. Hogan mencionou não conseguir contato com os filhos e passou a depender de Bischoff até para tarefas básicas.
Eric Bischoff confirmou a situação na docussérie, descrevendo o quadro de dependência que Hogan enfrentava. O ex-executivo afirmou que precisava ir ao hotel para ajudá-lo a sair da cama e se preparar para as gravações.
Saúde e Carreira de Hulk Hogan
As dores eram tão severas que Hogan não conseguia mais dormir em uma cama, tendo que descansar em uma cadeira. Hulk Hogan faleceu em Clearwater, na Flórida, após uma emergência por parada cardíaca. A causa oficial da morte foi apontada como infarto agudo do miocárdio.
Registros médicos indicam que ele já havia sido diagnosticado com fibrilação atrial, uma condição de batimentos cardíacos irregulares, e com leucemia linfocítica crônica, um tipo de câncer.
Trajetória no Entretenimento
Hulk Hogan foi fundamental na popularização da luta livre como forma de entretenimento. O TMZ Sports ressaltou sua “teatralidade” nos ringues como um grande diferencial para o esporte.
Em 2015, ele foi afastado temporariamente do Universo WWE após um vídeo viral onde proferiu repetidamente o insulto racista “nigger” ao descrever o suposto namorado de sua filha. Contudo, em 2018, houve um perdão, e Hogan voltou a fazer aparições para promover eventos e produtos.
O Legado Polêmico do Ícone
Em janeiro, Hogan foi vaiado por um estádio lotado de fãs de luta livre na estreia do Intuitive Dome em Inglewood, Los Angeles. O ex-lutador acumula polêmicas ao longo de sua carreira, e o apoio do público diminuiu nos últimos anos, especialmente após um caso de racismo e seu envolvimento na campanha presidencial dos Estados Unidos.
Não ficou claro o motivo da indignação da multidão com um homem de tamanha história no esporte — ele entrou no ringue em 1977 e conquistou seis campeonatos da World Wrestling Entertainment (WWE), o último em 2002. No entanto, suas aparições mais recentes nos holofotes foram consideradas segregadoras, gerando muitos críticos.
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