Hospital das Clínicas lança curso pioneiro em Saúde LGBTQIAP+ com foco em direitos!

Hospital das Clínicas lança especialização em Saúde LGBTQIAP+! 🌈 Inovador curso da USP, coordenado por Daniel Mori, busca formar profissionais qualificados. 🚀 Conheça mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

O Hospital das Clínicas da USP, através do HCX, acaba de abrir as inscrições para o primeiro curso de especialização lato sensu focado na Saúde da População LGBTQIAP+. Essa iniciativa representa um avanço importante, buscando formar profissionais qualificados para oferecer um atendimento mais humanizado e tecnicamente adequado, suprindo uma carência na formação acadêmica brasileira.

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A iniciativa foi impulsionada pelo psiquiatra Daniel Mori, coordenador do curso e do ambulatório transdisciplinar do Instituto de Psiquiatria (IPq). Mori destaca que a formação surge para enfrentar desafios urgentes, como a discriminação e o acesso limitado a serviços de bem-estar.

Ele enfatiza a necessidade de uma abordagem multiprofissional, reconhecendo que as questões de saúde da população LGBTQIAP+ são complexas e exigem a colaboração de diversas áreas de conhecimento.

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O curso se destaca pela carga horária de 456 horas, superior à média de cursos similares e aprovado e regulamentado pelo MEC. O currículo aprofunda os conhecimentos em temas como identidade de gênero e orientação sexual, sob a perspectiva de especialidades como urologia, endocrinologia, geriatria, infectologia, além de áreas como serviço social e antropologia.

O objetivo é promover um estudo mais aprofundado e multidisciplinar dessas questões.

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Além disso, o curso incentiva a produção de pesquisas e a conscientização dos alunos sobre a importância de uma abordagem humanizada, respeitando os direitos da população LGBTQIAP+, incluindo o acesso à saúde, educação, emprego e lazer. A equipe do curso busca conectar os alunos a uma rede de especialistas, garantindo um atendimento ético e eficaz.

O psiquiatra Mori ressalta que, apesar da falta de dados específicos no Censo, estimativas da USP indicam que entre 3 e 5 milhões de brasileiros se identificam como trans, não binárias ou travestis, além de um número significativo de lésbicas, gays e bissexuais que necessitam de um sistema de saúde mais acolhedor.

A criação da pós-graduação é vista como uma resposta às falhas na formação inicial, buscando garantir um atendimento de qualidade e conectado com as necessidades específicas da população.

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