Hezbollah Rejeita Prazo do Governo Libanês para Desarmamento
O grupo extremista Hezbollah manifestou sua forte oposição à decisão do governo libanês de conceder um prazo de quatro meses para avançar com a segunda fase do plano de desarmamento. A reação ocorreu na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, após o anúncio do ministro da Informação do Líbano, Morcos, que detalhou o relatório mensal do exército sobre o plano de controle de armas.
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Detalhes do Plano e Críticas
Morcos explicou que o prazo de quatro meses é renovável, dependendo das capacidades disponíveis, potenciais ataques israelenses e quaisquer obstáculos encontrados no campo. O plano, que visa controlar armamentos em áreas ao norte do rio Litani até o rio Awali em Sidon, foi criticado por Hezbollah como uma medida que beneficia Israel.
Reações e Controvérsias
O líder do Hezbollah, Hassan Fadlallah, criticou a iniciativa, argumentando que o governo libanês comete um erro ao focar no desarmamento, pois essa questão serve aos objetivos da agressão israelense. Fadlallah, que também é membro do parlamento libanês e do Hezbollah, enfatizou que o grupo não pode ser indulgente com o cronograma proposto.
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Contexto e Objetivos
Em agosto de 2025, o governo libanês havia determinado ao exército a elaboração e implementação de um plano para colocar as armas de todos os grupos armados sob controle estatal, com o principal objetivo de desarmar o Hezbollah após o conflito com Israel em 2024.
Em setembro de 2025, o plano do exército foi formalmente aprovado, mas sem um cronograma definido, alertando para os riscos de limitações militares e ataques israelenses.
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Posição de Israel
Israel considera o desarmamento do Hezbollah uma prioridade de segurança, argumentando que as armas do grupo, fora do controle do Estado libanês, representam uma ameaça direta à segurança do país. As autoridades israelenses defendem que qualquer plano de desarmamento deve ser implementado de forma completa e eficaz, especialmente em áreas próximas à fronteira, e que manterá ações para impedir o enraizamento ou armamento de atores hostis no Líbano até que as ameaças transfronteiriças sejam eliminadas.
