Herzog Desperta Tempestade na Austrália: Protestos e Controvérsias!

Herzog causa polêmica na Austrália! Protestos e controvérsia marcam visita do presidente israelense, que busca apoio da comunidade judaica australiana. Manifestantes exigem fim da guerra em Gaza e responsabilização por crimes de guerra. A visita reacende tensões e expõe profundas divisões na sociedade australiana. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Chegada de Herzog à Austrália Desperta Controvérsia e Protestos

O presidente israelense Isaac Herzog iniciou nesta segunda-feira uma visita oficial à Austrália, marcada por uma recepção calorosa do governo australiano e por intensos protestos que refletem a profunda divisão na sociedade australiana em relação à guerra em Gaza.

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A chegada do presidente, que visa demonstrar solidariedade com a comunidade judaica australiana, ocorre em um momento de grande tensão, com manifestantes contrários à sua visita reunidos em massa, exigindo o fim do conflito e a responsabilização por crimes de guerra.

O primeiro-ministro Anthony Albanese recebeu Herzog com um gesto de união, buscando fortalecer os laços com a comunidade judaica australiana após o trágico ataque terrorista no festival de Hanukkah em Bondi, Sydney, em 14 de dezembro. O ataque, que ceifou a vida de 15 pessoas, reacendeu as discussões sobre a guerra em Gaza e a necessidade de coesão social.

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No entanto, a decisão de Albanese de convidar Herzog, um líder de um país acusado de genocídio – alegação que Israel nega –, gerou críticas e pedidos de prisão por parte de ativistas.

“Eu realmente compreendo a profundidade dos sentimentos em relação a esta visita, a profundidade dos sentimentos da comunidade sobre o que vimos em Gaza nos últimos dois anos… mas esta visita é sobre uma comunidade judaica em luto, e eu gostaria de pedir aos australianos que se lembrem disso”, declarou a Ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, em uma entrevista à rádio ABC.

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A visita de Herzog, portanto, se torna um teste para a coesão social da Austrália, em meio a um cenário de profunda divisão.

A maior manifestação contra Herzog está prevista em frente à Prefeitura de Sydney, onde espera-se que se reúnam até 5.000 manifestantes pró-Palestina, apesar das restrições impostas pela polícia após o ataque de Bondi. O organizador do protesto, Josh Lees, do Grupo de Ação Palestina, assegura que os manifestantes não se deixarão intimidar, buscando expressar sua oposição à visita e à política de Israel.

Grupos judaicos australianos, como o Conselho Executivo da Comunidade Judaica Australiana e a Associação Judaica Australiana, acolheram favoravelmente a visita de Herzog, condenando os protestos e destacando a importância de seu papel como patriota e líder compassivo. “Ele é uma pessoa que, infelizmente, teve que confortar famílias, policiais e socorristas após ataques terroristas…”, afirmou Alex Ryvchin, co-diretor executivo da ECAJ.

A visita de Herzog ocorre em um contexto internacional marcado por investigações sobre possíveis crimes de guerra cometidos em Gaza. Em 2024, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Yoav Gallant, acusados de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

A comissão de inquérito da ONU, liderada pelo comissário Chris Sidoti, concluiu que Netanyahu e Gallant “incitaram a prática de genocídio”, o que gerou ainda mais controvérsia em torno da visita de Herzog. Sidoti criticou a decisão de Albanese de convidar o presidente israelense, considerando-a um “erro trágico” que poderia exacerbar as divisões na Austrália.

Apesar da recepção oficial, a visita de Herzog não é unânime. O grupo progressista de defesa de direitos, Conselho Judaico da Austrália, acusou Albanese de usar o luto judaico como “arromo político e pano de fundo diplomático”, alertando para os riscos de consolidar a associação entre a identidade judaica e as ações do Estado de Israel.

A polícia australiana confirmou que Herzog está protegido por imunidade diplomática, mas a situação permanece tensa, com negociações em andamento com o Grupo de Ação Palestina para tentar garantir um local de protesto alternativo. A comissão da ONU considera que o governo australiano cometeu um “erro trágico” ao convidar Herzog, e a possibilidade de corrigir o erro se torna cada vez mais incerta.

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