Laísa Lima faz história! Helen Maria Simão celebra a pioneira carioca no carnaval de 2026 e a ascensão da jovem mestra na Sapucaí. Descubra mais!
No domingo de carnaval de 2026, a carioca Helen Maria da Silva Simão, de 46 anos, comemorou um marco histórico no carnaval: a ascensão de Laísa Lima como primeira mulher a liderar uma bateria na Sapucaí. Em entrevista à Agência Brasil, a pioneira expressou seu orgulho pela jovem mestra e sua esperança de que mais mulheres assumam cargos de liderança no universo das escolas de samba.
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“Laísa está de parabéns”, afirmou Helen Maria, destacando que o sucesso da jovem representa um avanço na diversidade dentro das baterias. “Não estamos em uma bateria só para tocar chocalho, temos o conhecimento [da bateria] como um todo. Quanto mais mulheres aparecerem no comando de uma bateria eu bato palmas, tem que ser assim”, completou a mestra, refletindo sobre a importância de quebrar barreiras de gênero no carnaval.
A trajetória de Laísa Lima, que foi premiada como revelação do carnaval de 2026, simboliza uma nova geração de líderes no carnaval. Helen Maria ressaltou que essa nova geração impulsiona a diversidade, com nomes como o mestre Markinhos, um homem LGBTQIA+, trazendo novas influências musicais para o carnaval.
“Passei por muito machismo, de acharem que o posto de mestra não era lugar de mulher, sofri com homens que, eram meus amigos, mas não me aceitavam, tive que construir um legado por cima disso”, contou Helen Maria, compartilhando sua experiência ao desafiar o preconceito e abrir caminho para outras mulheres.
As baterias são o coração das escolas de samba, segundo a pesquisadora de carnaval e professora de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Helena Theodoro. “Os instrumentos marcam a cadência do samba-enredo, os floreios de mestres-salas e porta-bandeiras e as coreografias dos passistas”, disse a professora, enfatizando o papel fundamental da bateria na condução do espetáculo.
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Além do sucesso de Laísa, o carnaval de 2026 também testemunhou a ascensão de Markinhos, um mestre de bateria LGBTQIA+ de 31 anos, que desfilou na Escola de Samba , do Grupo Especial, ao lado do pai, mestre Marcão. Markinhos é diretor de chocalho da agremiação e, como a própria, enfrenta a homofobia e transfobia presentes na sociedade.
“Sempre tiveram gays e mulheres, mas em um número muito menor”, destacou Markinhos, que conta com o apoio do pai e dos demais ritmistas para superar os desafios.
Helen Maria começou no carnaval ainda criança, como porta-bandeira mirim e componente até parar na bateria, onde começou no chocalho. Entre 2009 e 2010, como mestra, Helen comandou ritmistas da divisão de acesso, na Unidos do Uraiti. Atualmente, depois de se afastar por problemas de saúde, é mestra no Bloco Carnavalesco Novo Horizonte e dirige o naipe de chocalhos da Siri de Ramos.
A trajetória de Helen Maria é um exemplo de perseverança e dedicação à cultura do carnaval. A mestra, que atualmente lidera a Arranco do Engenho de Dentro, tem uma longa história de sucesso e inovação no mundo das escolas de samba.
A história de Laísa Lima, com o apoio de figuras como a presidenta da Arranco, Tatiana Santos, e a carnavalesca Annik Salmon, única mulher carnavalesca na Sapucaí, em 2026, demonstra que o futuro do carnaval é diverso e inclusivo.
O sucesso de Laísa Lima e a emergência de novos líderes, como Markinhos, representam um marco importante na história do carnaval de 2026. A trajetória de Helen Maria, que iniciou sua jornada no carnaval ainda criança, simboliza a importância da persistência e da paixão pela cultura do samba.
O carnaval, antes dominado por homens, está se tornando mais inclusivo e diversificado, abrindo espaço para novas vozes e talentos.
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