Hedge Funds: Recuperação Impulsionada! Multimercados crescem 12,6% em 2025, impulsionados por estratégias e cenário global. Multimercados e cenário global impulsionam recuperação no mercado de hedge funds
Após uma década de desafios, o mercado de hedge funds globais e brasileiros demonstra sinais de recuperação. A resaca pós-pandêmica, marcada por inflação elevada e juros altos, começa a ceder espaço para novas oportunidades. A performance dos multimercados, que englobam mais de US$ 5 trilhões, impulsionou-se em 2025, com um crescimento de 12,6%, o melhor resultado desde 2009, conforme dados da Hedge Fund Research Inc.
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Essa retomada se alinha com a normalização dos fluxos de capital, permitindo que gestores executem estratégias com maior eficiência, explorando assimetrias e posições relativas sem a pressão de vendas forçadas.
A recuperação do setor foi influenciada por diversos fatores. A expectativa em relação ao cenário eleitoral, a incerteza fiscal e o ruído político externo, especialmente no contexto da imprevisibilidade do governo Trump, criaram um ambiente propício para a geração de alpha.
A flexibilidade de mandato dos multimercados, que operam em diferentes classes de ativos, permitiu que eles navegassem o aumento da volatilidade, explorando janelas de oportunidade geradas por distorções de preços.
Em 2025, a performance dos hedge funds foi impulsionada não apenas pela volatilidade do mercado, mas também por estratégias bem-sucedidas. A capacidade de explorar ineficiências específicas do mercado brasileiro, como precatórios e FIDCs, também contribuiu para o sucesso.
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A indústria de multimercados brasileira atravessa um estágio de maturação, com maior exigência por governança, consistência e disciplina de gestão de risco.
A expectativa é que, com a manutenção das taxas de juros, a captação de recursos volte a destravar. A projeção do Copom, com uma taxa de 12,25% ao fim de 2026, e a discussão sobre a taxação dos títulos isentos no Ministério da Fazenda, podem impulsionar o segmento.
Dados históricos indicam que os multimercados performaram 89% do CDI em ciclos de alta da Selic e 143% do CDI em ciclos de corte, o que pode ser um catalisador para a retomada dos fluxos positivos. O principal risco para a retomada do mercado está em uma eventual e não precificada postergação do ciclo de cortes de juros no Brasil.
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