Reviravolta nas Ações da Hapvida na B3
As ações da Hapvida (HAPV3) tiveram um movimento surpreendente nesta quinta-feira, 19, na B3. Inicialmente em forte queda, com recuo de 15% que liderou as perdas do Ibovespa, os papéis voltaram a subir com força ao longo da manhã. Esse movimento coincidiu com a realização de uma teleconferência com analistas e investidores, onde a empresa apresentou seus resultados financeiros do quarto trimestre de 2025.
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No período, as ações chegaram a avançar 13,52%, impulsionando o principal índice acionário brasileiro. A volatilidade do mercado ocorreu após a divulgação de um prejuízo líquido de R$ 29,1 milhões, em comparação com lucro de R$ 167,8 milhões no mesmo período do ano anterior.
Após ajustes, o lucro líquido foi de R$ 180,6 milhões, uma queda de 64,9% em relação ao ano anterior. Essa performance negativa foi influenciada principalmente pelo aumento da sinistralidade (que subiu 4,5 pontos percentuais, atingindo 75,5%) e pelo aumento dos custos com atendimentos médicos, devido ao maior uso dos serviços e à expansão da rede própria.
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A margem Ebitda também apresentou uma retração, atingindo 9%, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 713,8 milhões. Apesar de um crescimento de 5,9% na receita líquida (para R$ 7,9 bilhões), a companhia perdeu cerca de 140 mil beneficiários, encerrando o trimestre com 8,7 milhões de clientes.
A empresa anunciou uma revisão de sua estratégia, especialmente em mercados mais competitivos das regiões Sul e Sudeste, e avalia a possibilidade de fechar unidades ociosas ou migrar parte da operação para uma rede credenciada, visando melhorar a rentabilidade.
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O vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Luccas Adib, destacou que a empresa está reavaliando a ocupação de seus ativos e poderá ajustar a capacidade onde não houver justificativa econômica. A companhia também não prevê novas aberturas de unidades em 2026 e os investimentos devem ficar entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões, com maior rigor na alocação de capital.
Aproximadamente 120 mil dos 145 mil usuários perdidos estavam em São Paulo, refletindo a maior pressão em mercados competitivos. A mudança na liderança, com a chegada de Adib como novo CEO, e a estratégia para 2026 incluem retomada do crescimento, redução de custos e melhoria da eficiência operacional, com foco na experiência do cliente e revisão da estrutura de despesas.
