O movimento Hamas acusou Israel de impor condições consideradas “impossíveis” para a reabertura da passagem fronteiriça de Rafah, que conecta a Faixa de Gaza ao Egito. A acusação foi divulgada à Agência EFE por uma fonte do grupo, que preferiu permanecer anônima para proteger sua identidade.
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Condições Israelenses e Controle Indireto
Segundo a fonte do Hamas, as condições apresentadas por Israel incluem a criação de um posto de controle adicional, operado por Israel, dentro da passagem de Rafah. Essa medida, segundo o Hamas, representaria “um controle indireto de segurança” sobre a travessia.
Detalhes do Plano e Restrições de Entrada
O plano exigiria que os indivíduos que entrassem em Gaza passassem primeiro pela passagem de Rafah e, em seguida, seguissem por uma rota que levaria a uma inspeção realizada por autoridades israelenses. A fonte também informou que o plano inclui a proibição da entrada de palestinos nascidos fora da Faixa de Gaza, tanto durante quanto antes do conflito, e que o número de pessoas que entram em Gaza não poderia exceder o número de pessoas que saem, gerando um possível êxodo de população.
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Denúncia sobre o Deslocamento da Passagem
A fonte do Hamas denunciou que o Israel propõe o deslocamento da passagem para o triângulo fronteiriço próximo ao cruzamento de Kerem Shalom, conhecido como “Rafah 2”. Segundo o Hamas, essa ação seria “uma tentativa de inutilizar permanentemente a tradicional passagem de Rafah e o corredor Filadélfia”.
Preocupações com o Controle Israelense
A fonte do Hamas alertou que, com essa medida, Israel consolidaria “o controle israelense sobre a fronteira sul de Gaza”. Adicionalmente, a fonte mencionou que o Egito “rejeitou qualquer mudança na gestão da travessia, enfatizando que deve estar sob controle conjunto palestino-egípcio”.
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Contexto da Acusação
A acusação do Hamas ocorre após o anúncio do gabinete de Benjamin Netanyahu sobre a possibilidade de reabrir a passagem para o fluxo de pessoas, após a busca pelo corpo do último refém ainda em Gaza. No entanto, Israel não divulgou uma data específica, apesar de, na última quinta-feira, o presidente do comitê palestino tecnocrata, Ali Shaaz, ter assegurado que a abertura ocorreria ainda nesta semana.
A passagem de Rafah, que antes não era controlada por Israel, permanece praticamente fechada desde maio de 2024, após a ocupação israelense da parte palestina da passagem terrestre.
