Halle Berry Reflete Sobre o Oscar e o Preconceito na Indústria
Aos 36 anos, Halle Berry já havia conquistado um feito notável: o Oscar de Melhor Atriz, um dos prêmios mais cobiçados da indústria cinematográfica. A atriz, que estrelou o filme “A Última Ceia” ao lado de Billy Bob Thornton, Sean Combs e Yasiin Bey, recentemente compartilhou suas reflexões sobre a vitória e o impacto que ela teve em sua carreira, em uma entrevista ao site The Cut, sob a supervisão de Ana Beatriz Dias da CNN Brasil.
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Além do Reconhecimento, a Realidade da Indústria
Apesar do sucesso e da estatueta, Halle Berry revela que a vitória não trouxe as mudanças que ela esperava. Em suas palavras, “Aquele Oscar não necessariamente mudou o curso de minha carreira”. Ela expressou que, mesmo com o reconhecimento, continuou sendo uma mulher negra, confrontando a realidade do preconceito ainda presente na indústria cinematográfica.
Desafios Persistentes na Indústria
Berry detalhou como alguns diretores, mesmo após a vitória, ainda questionavam a representação de mulheres negras em papéis importantes. Ela relatou que frequentemente se perguntavam sobre o impacto da cor da pele do ator em relação à narrativa do filme, e que a preocupação com a venda internacional do filme, muitas vezes, levava a questionamentos sobre a sua classificação como “filme negro“.
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Validação Interna, Não Externa
A atriz enfatizou que os prêmios nunca foram a base para validar seu trabalho. Para Halle Berry, a verdadeira validação vem de dentro, da satisfação com a sua performance e da sua paixão pela arte. Ela usou o exemplo de sua vitória na Framboesa de Ouro de Pior Atriz por sua atuação em “Mulher-Gato” como ilustração, afirmando que o Oscar não a tornava automaticamente a melhor atriz.
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