Haddad revisa meta fiscal, exclui R$ 10 bi dos Correios para 2026
Governo Haddad exclui R$ 10 bilhões da meta fiscal para estatais; Correios avaliam empréstimo com garantia da União.
Correios e Meta Fiscal: Decisões e Estudos em Andamento
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a exclusão de R$ 10 bilhões da meta fiscal das estatais para 2026 como uma medida “preventiva”. A decisão foi aprovada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do ano seguinte, que tramita no Congresso Nacional.
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Essa exclusão visa controlar os gastos das empresas estatais, estabelecendo um limite financeiro para o próximo exercício.
Haddad enfatizou a necessidade de planejamento, afirmando que a medida preventiva visa garantir a capacidade de resposta. Ele ressaltou que a previsão é fundamental para a tomada de decisões, impedindo ações sem a devida análise. O ministro esclareceu que a possibilidade de aporte de recursos públicos aos Correios não está descartada, mas depende da aprovação de um plano de recuperação da empresa.
A Secretaria do Tesouro Nacional, ligada ao Ministério da Fazenda, está avaliando o plano de recuperação dos Correios. O Conselho de Administração da empresa aprovou em 29 de novembro a contratação de um empréstimo com garantia da União, uma proposta apresentada por cinco bancos: ABC Brasil, Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e Safra.
A estatal informou que o prejuízo de janeiro a setembro de 2025 atingiu R$ 6,1 bilhões, quase três vezes maior que o apresentado no mesmo período de 2024 (R$ 2,1 bilhões). Essas informações foram divulgadas nas demonstrações contábeis do terceiro trimestre, disponibilizadas em formato PDF (1 MB).
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O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, já havia manifestado em setembro que o governo “não vê com bons olhos” o aporte do Tesouro Nacional para cobrir os prejuízos da empresa.
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