Ministro da Fazenda Discorre Sobre Reavaliação dos Programas Sociais
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trouxe à tona nesta terça-feira, 10, a necessidade de repensar a estrutura dos programas de assistência social no Brasil. Em um painel do CEO Conference do BTG Pactual, Haddad defendeu que o país atingiu um ponto em que é possível buscar soluções mais inovadoras para os benefícios existentes, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ele comparou a situação atual com o legado do governo Fernando Henrique, que também promoveu modernizações nos programas sociais.
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Busca por Eficiência e Racionalidade
Haddad argumentou que, considerando o volume significativo de recursos destinados a programas como Bolsa Família e BPC, é fundamental analisar uma nova arquitetura de proteção social. O objetivo seria criar um sistema mais eficiente e racional, que atenda às demandas sociais de forma mais eficaz. O ministro ressaltou que a discussão se inspira em iniciativas anteriores, como a criação do Bolsa Família em 2003, que se tornou um programa de grande alcance.
Renda Básica como Possibilidade
Durante o painel, Haddad mencionou a proposta de Renda Básica Universal como uma das alternativas a serem consideradas. No entanto, ele enfatizou que a discussão ainda está em estágio inicial e aberta ao debate público e político. O ministro reconheceu que a Renda Básica parece uma solução atraente, dada a variedade de demandas sociais existentes, mas não apresentou detalhes sobre quais benefícios seriam unificados ou uma proposta concreta.
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Projeções de Gastos e Debate em Curso
A fala de Haddad ocorreu em um contexto de projeções governamentais sobre o aumento dos gastos com programas sociais. Segundo a Fazenda, os gastos com o BPC devem crescer quase R$ 200 bilhões em uma década, passando de R$ 127,2 bilhões em 2025 para R$ 300 bilhões em 2035. Os recursos destinados ao Bolsa Família também devem aumentar significativamente, de R$ 87,8 bilhões para R$ 171,3 bilhões em 10 anos. A discussão sobre a futura arquitetura dos programas sociais, portanto, se torna um tema central no debate político e econômico do país.
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