Haddad propõe debate sobre dívida pública e déficit primário em 2026

Haddad abre espaço para debate sobre dívida pública e déficit primário. Ex-ministro da Fazenda será alvo de discussão sobre contas do governo.

19/01/2026 12:02

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(Imagem de reprodução da internet).

O ministro da Fazenda, Haddad, manifestou disposição para debater com ex-ministros da Fazenda sobre a situação das contas públicas. Em entrevista ao portal UOL News, na segunda-feira (19.jan.2026), ele ressaltou que uma discussão poderia esclarecer questões relacionadas ao déficit primário nos últimos anos.

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O ministro foi questionado sobre a crescente trajetória da dívida pública, que ultrapassou a marca de R$ 10 trilhões, representando 79% do Produto Interno Bruto (PIB).

Déficit Primário e Trajetória da Dívida

O déficit primário do governo atingiu o maior valor para o período desde 2023, no acumulado de janeiro a novembro. Haddad enfatizou que a análise da dívida deve considerar o resultado acumulado durante o governo anterior. O ministro também mencionou despesas relevantes no Orçamento de 2023, incluindo despesas com precatórios e o aumento do valor do Bolsa Família.

Honestidade e Juros Reais

Haddad afirmou que o debate sobre a dívida pública está “faltando um pouco de honestidade com o número”. O ministro destacou que o problema da dívida está relacionado à taxa de juros real – a taxa de juros descontada a inflação. O Brasil ocupa a posição de maior endividamento externo entre os países emergentes, atrás apenas da Turquia.

Selic e Expectativas do Banco Central

O Brasil gastou R$ 981,9 bilhões no acumulado de 12 meses até novembro com juros da dívida. A taxa básica, a Selic, está em alta desde junho para controlar a inflação e as expectativas. O ministro Gabriel Galípolo (indicado por Lula) defende que há necessidade de ajustar a política monetária.

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Meta de Resultado Primário

A meta de resultado primário para 2026 é de um superávit primário de 0,25% do PIB, o que equivale a aproximadamente R$ 85 bilhões. Agentes do mercado financeiro preveem um rombo de R$ 72,4 bilhões nas contas públicas deste ano.

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