Haddad denuncia “maior fraude bancária” no Banco Master e aciona alerta no mercado

Ministro Haddad alerta para fraude bilionária no Banco Master. Investigação aponta esquema de R$ 23 bilhões e risco para FGC e investidores.

1 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elevou o nível de alerta no mercado financeiro devido à complexa situação envolvendo o Banco Master. Em declaração emitida na terça-feira, 13 de janeiro de 2026, o ministro classificou o caso como a “maior fraude bancária da história do país”, em referência ao esquema bilionário que culminou na liquidação da instituição financeira e na prisão de seu presidente, Daniel Vorcaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esquema de Fraude Revelado

A investigação aponta para um esquema fraudulento que envolveu a manipulação de valores superiores a R$ 23 bilhões. A investigação se concentra em duas frentes principais: a fraude nas carteiras de crédito consignado, estimada em R$ 12,2 bilhões, e uma ciranda financeira envolvendo o uso de fundos de investimento, totalizando R$ 11,5 bilhões.

Essa movimentação de recursos, que ocorreu entre julho de 2023 e julho de 2024, utilizava “laranjas” ligadas ao proprietário do banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Impacto no Orçamento Público e Investidores

O rombo do Banco Master representa um risco significativo para o país, pois afeta diretamente recursos públicos e fundos de pensão. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) poderá ser acionado para cobrir dívidas de até R$ 41 bilhões, considerando a participação do Banco do Brasil e da Caixa Econômica no FGC.

Investidores que possuíam aplicações acima do limite de garantia do FGC também sofreram perdas financeiras. Fundos de previdência estaduais do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas estão entre os afetados, o que pode comprometer o pagamento de servidores públicos no futuro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

Resposta do Governo e Banco Central

O ministro Haddad mantém contato diário com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, buscando garantir a transparência do processo. Além disso, conversou com Vital do Rêgo, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), para assegurar que a verdade seja conhecida e que medidas sejam tomadas para ressarcir os prejuízos causados. “O caso exige cautela e firmeza em relação ao interesse público”, declarou o ministro.

Sair da versão mobile