Ministro Haddad defende juros de um dígito para o Brasil! Lula destaca combate à corrupção. Saiba mais.
Em Salvador (BA), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a necessidade de o Brasil alcançar uma taxa básica de juros de um dígito, abandonando a trajetória de taxas acima de dez por cento, como a que atualmente o Banco Central mantém. A declaração foi feita nesta sexta-feira (6) durante uma reunião do diretório nacional do PT, e posteriormente, Haddad respondeu a perguntas de membros do partido e convidados presentes.
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Ao abordar o tema, o ministro mencionou Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central, e justificou sua posição com a preocupação de que uma taxa de juros elevada possa impactar negativamente a política fiscal do país. Ele argumentou que, com a economia desacelerando, a política fiscal se torna mais restritiva.
Haddad enfatizou a importância de buscar o “traçado certo” na política monetária, reconhecendo os desafios enfrentados pelo Banco Central. Ele ressaltou que a sinalização de cortes na taxa de juros deve ser consistente, e que o atual presidente da autoridade monetária está ciente das consequências de manter a taxa elevada.
O ministro voltou a defender a meta de juros de um dígito, reiterando que essa é a direção a ser seguida para o Brasil. Ele acredita que existem instrumentos para garantir um crescimento mínimo da economia, mesmo com uma taxa de juros de um dígito.
Haddad mencionou que, com o cenário econômico do ano passado, o Brasil poderia ter crescido entre 2,2% e 2,4%, mantendo uma média de 3%, que era o objetivo do plano de governo.
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Em outra parte da fala, Haddad comentou sobre uma entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (5). O ministro destacou que o governo Lula tem se mostrado o mais comprometido com o combate à corrupção de forma institucional e técnica, sem interferências políticas.
Ele ressaltou que órgãos como a Polícia Federal, o Banco Central, a Receita Federal e o Coaf atuam de forma independente, investigando e esclarecendo casos de corrupção, sem distinção entre os envolvidos.
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