Ministro Haddad avalia cenário internacional e economia brasileira. Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comenta decisão dos EUA sobre Irã e instabilidade global
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que a recente decisão do presidente dos Estados Unidos (Partido Republicano) sobre países que negociam com o Irã é “mais uma novidade” em uma série de anúncios do governo norte-americano. Ele enfatizou que a instabilidade do cenário internacional é o principal fator de risco para a economia brasileira.
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Haddad realizou a declaração nesta 3ª feira (13.jan.2026), ao chegar ao Ministério da Fazenda. O ministro ressaltou a soberania dos Estados Unidos, mas alertou para a necessidade de cautela com as medidas anunciadas, que estão em constante mudança e sujeitas a avaliação.
Ele mencionou anúncios relacionados a temas como Groenlândia, Canal do Panamá, Venezuela e o comércio internacional. O governo brasileiro, segundo Haddad, acompanha os movimentos, evitando comentários prematuros sobre a efetiva implementação das medidas.
Apesar do ambiente externo conturbado, o ministro destacou os fundamentos sólidos da economia brasileira. O país encerrou 2025 com inflação dentro da meta, crescimento acima das projeções pelo terceiro ano consecutivo e uma taxa de desemprego em patamar historicamente baixo.
Haddad enfatizou que o resultado primário do governo federal tem sido cumprido de forma consistente. O déficit projetado para 2025 deve ficar em torno de 0,1% do PIB, ou 0,17% ao considerar exceções aprovadas pelo Congresso e decisões judiciais. A inclusão dos precatórios, segundo ele, torna os dados mais transparentes e comparáveis.
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O ministro afirmou que o governo anterior deixou um déficit real entre R$ 170 bilhões e R$ 180 bilhões, considerando rombos no Bolsa Família e precatórios fora do Orçamento. Esse valor foi reduzido em cerca de 2/3 em dois anos.
Em relação ao acordo entre Mercosul e União Europeia, Haddad expressou compreensão das críticas, mas defendeu o apoio da indústria brasileira à iniciativa. Ele argumentou que o Brasil precisa abrir novas frentes comerciais em um cenário global instável, buscando diversificar as relações comerciais para reduzir vulnerabilidades externas.
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