Haddad Aponta Interrupção do Crescimento do Master e Pedido de Votos no CMN
Em evento na cidade de São Paulo, nesta terça-feira (10), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, detalhou a interrupção do crescimento exponencial do Banco Master, atribuindo-a à atuação do então presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
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Durante a participação na CEO Conference Brasil 2026, organizada pelo BTG Pactual, Haddad afirmou que a situação se tornou preocupante após a tomada posse de Galípolo, marcando o fim de uma trajetória de crescimento acelerado para o banco.
O ministro ressaltou que a situação do Banco Master, juntamente com o envolvimento da Reag Investimentos, exigiu atenção especial. Haddad enfatizou que a equipe econômica estava ciente das dificuldades enfrentadas pelo banco e que a situação demandava uma análise cuidadosa.
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Ele reconheceu a complexidade da situação e a necessidade de medidas corretivas.
Pedido de Votos no CMN e Discussões sobre o FGC
Haddad revelou que Galípolo contatou o ministro diversas vezes, buscando apoio no Conselho Monetário Nacional (CMN) para aprovar alterações no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo o ministro, essas ligações ocorreram durante os meses subsequentes à tomada de posse de Galípolo, demonstrando a urgência da situação e a necessidade de ação imediata.
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Críticas à Legislação e Negociação de Reforma do FGC
O ministro expressou sua preocupação com a legislação existente, que ele considerou “insuficientemente robusta” para evitar a fraude de R$ 12 bilhões. Haddad enfatizou que a situação expôs fragilidades no sistema financeiro e que uma reforma abrangente do FGC está sendo negociada para fortalecer a proteção dos depositantes e evitar ocorrências semelhantes no futuro.
A reforma busca uma estrutura mais sólida e eficaz para o fundo.
