Guterres alerta: Amazônia pode virar savana se não houver mudança

Secretário-geral da ONU critica fracasso na meta de 1,5°C e propõe “COP da verdade” na COP30. Leia no Poder360.

28/10/2025 14:26

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(Imagem de reprodução da internet).

Amazônia em Risco: Alerta da ONU Sobre a Transformação em Savana

O secretário-geral da ONU, António Guterres, em entrevista ao The Guardian, alertou para o risco de a Amazônia se transformar em savana caso não haja mudança nas políticas ambientais globais. A declaração foi publicada na terça-feira, 28 de outubro de 2025.

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Guterres enfatizou que a transformação da Amazônia representa um risco real, dependendo da capacidade de reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa. A declaração ocorreu em preparação para a COP30, que será realizada em Belém (PA).

Insuficiência dos Esforços Climáticos

O secretário-geral criticou os esforços climáticos atuais, afirmando que eles são insuficientes para limitar o aumento da temperatura a 1,5 grau Celsius. Ele reconheceu a necessidade de uma ação mais urgente para evitar consequências devastadoras em regiões como a Amazônia, Groenlândia, Antártida Ocidental e recifes de corais.

Contribuições Nacionalmente Determinadas

Guterres apontou que as NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) apresentadas pelos países indicam apenas uma redução de 10% nas emissões, o que é insuficiente. Ele argumentou que seriam necessários 60% para limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius, o que atualmente não está sendo alcançado.

Participação Indígena na COP30

O secretário-geral defendeu a participação dos povos indígenas na COP30, que ocorrerá em Belém de 10 a 21 de novembro de 2025. Ele ressaltou a importância de ouvir as comunidades indígenas sobre suas práticas de proteção à natureza, biodiversidade e contribuições para a prevenção das alterações climáticas.

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Possibilidade de Reverter a Situação

Apesar do cenário preocupante, Guterres expressou otimismo, afirmando que ainda há tempo para alcançar o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5°C. Ele enfatizou a necessidade de acelerar a transição para emissões líquidas zero e, posteriormente, buscar emissões negativas de carbono.

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