Guilherme Boulos defende redução da jornada e cita estudos sobre produtividade

Guilherme Boulos defende redução da jornada para 40h com foco em dignidade e eficiência. Negociações avançadas com Hugo Motta para votação em 2026.

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(Imagem de reprodução da internet).

O debate sobre a redução da jornada de trabalho de seis dias para um dia de descanso (modelo 6×1) ganhou novo impulso. Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, o secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reafirmou o compromisso do governo com a redução da carga horária máxima para 40 horas semanais, sem qualquer impacto salarial para os trabalhadores.

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A iniciativa visa, segundo o ministro, promover a dignidade humana e impulsionar a eficiência das empresas no Brasil.

Cronograma de Votação

De acordo com o ministro, as negociações com o Congresso Nacional estão avançadas. Boulos informou que teve recentes reuniões com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e espera que a proposta seja votada ainda no primeiro semestre de 2026.

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Dados e Estudos de Caso

Uma das principais alegações defendidas pelo ministro é que a redução da jornada não implica em queda na produção. Para sustentar essa tese, foram apresentados dados de estudos internacionais e nacionais. A Islândia, por exemplo, após reduzir sua jornada para 35 horas semanais em 2023, registrou um crescimento de 5% na economia e um aumento de 1,5% na produtividade.

No Japão, a Microsoft, ao adotar a escala 4×3, observou um aumento de 40% na produtividade individual.

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Estudos Brasileiros

Um estudo da FGV (2024), com 19 empresas brasileiras que implementaram a redução da jornada, revelou que 72% delas tiveram aumento de receita e 44% melhoraram o cumprimento de prazos. O ministro enfatizou que o descanso adequado do trabalhador contribui para um melhor desempenho e que o objetivo é garantir que o indivíduo trabalhe para viver, e não o contrário.

Outras Iniciativas Governamentais

Além da proposta de redução da jornada, o ministro Boulos mencionou outras prioridades para 2026, incluindo a regulação de aplicativos de entrega, com foco na proteção social e melhores condições para entregadores e motoristas, e o lançamento da plataforma “Orçamento do Povo”, que permitirá aos cidadãos decidirem onde o governo deve investir os recursos federais em seus municípios.

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