O empresário Guga Lima recebeu, em janeiro de 2025, a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa da Bahia. A notícia foi aprovada em questão de horas, em votação única realizada no plenário da Casa, em dezembro de 2024. A comenda reconhece a contribuição de Lima para o desenvolvimento político e administrativo do estado e do país, um feito notável considerando a complexidade do cenário financeiro brasileiro.
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Relações Políticas e Participação em Operações
Lima, dono do Banco Pleno, mantém uma extensa rede de interlocução com lideranças políticas de diferentes partidos na Bahia. Ele se destaca pela proximidade com figuras do PT, como o ex-governador Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, e o senador Otto Frello, líder do governo no Senado.
Essa rede de contatos se manifesta em diversas operações financeiras, incluindo a aquisição do Will Bank pela Master, um marco significativo no setor.
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Origens e Crescimento no Setor Financeiro
A trajetória de Lima no setor financeiro começou com a Credcesta, empresa de crédito consignado adquirida em 2018 durante o governo de Rui Costa. Posteriormente, em 2019, a Credcesta foi incorporada ao Banco Master, tornando-o sócio da instituição.
Além disso, ele arrematou a Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), responsável pela rede Cesta do Povo, expandindo ainda mais seu império financeiro.
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Dificuldades e Liquidação do Banco Pleno
No entanto, a trajetória de Lima também foi marcada por desafios. Em fevereiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. A decisão, tomada em novembro de 2025, veio após a instituição ter assumido o controle do Banco Voiter em agosto de 2025.
Em novembro de 2025, Guga Lima foi preso pela Polícia Federal, em investigação sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, embora tenha alegado ter se afastado das funções executivas em maio de 2024. A liquidação do Banco Pleno e do Banco Voiter foram determinadas pelo BC em janeiro de 2026.
