Em 2025, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) enfrentou um rombo de aproximadamente R$ 52,8 bilhões, impulsionado principalmente pela situação do conglomerado Master. Esse valor representa 48,1% dos lucros líquidos recorrentes dos quatro maiores bancos listados na B3, que auíram R$ 107,7 bilhões naquele ano.
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O FGC, mantido pelos próprios bancos, funciona como uma espécie de seguro para investidores, garantindo até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de falência ou intervenção em instituições financeiras.
Intervenções Bancárias em 2025
Diante da crise, o Banco Central decretou intervenções em diversas instituições. O conglomerado Master teve seu rombo registrado, o Will Bank também enfrentou perdas significativas, e o Banco Pleno (anteriormente conhecido como Banco Voiter) registrou um rombo de R$ 4,9 bilhões.
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Essas decisões foram tomadas em um contexto de crescente preocupação com a saúde financeira do sistema bancário.
O Caso Master e Augusto Ferreira Lima
Augusto Ferreira Lima, conhecido no mercado financeiro como “Guga Lima”, foi o principal responsável pelo conglomerado Master. Sua trajetória começou com o Credcesta, um produto de crédito consignado que ganhou força por meio de parcerias com o governo estadual da Bahia, durante o período de governo do petista Rui Costa.
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Lima ascendeu rapidamente no setor financeiro, assumindo o controle do Master e liderando planos de expansão e negociações estratégicas.
A Aquisição do Banco Pleno e a Controvérsia
Em 2024, Lima se desligou do Banco Master e, um ano depois, em junho de 2025, adquiriu o Banco Voiter S.A., que passou a se chamar Banco Pleno S.A. A transferência de controle foi aprovada pelo Banco Central, mesmo com a identificação de irregularidades e “créditos podres” ligados ao Master.
Essa decisão gerou debates sobre a atuação do Banco Central na supervisão do sistema bancário, especialmente em relação à comunicação formal de indícios de fraude ao Ministério Público Federal.
Pagamentos aos Investidores e o Futuro
O Banco Central, em conjunto com o responsável legal indicado, está trabalhando para efetuar os pagamentos aos investidores afetados. A instituição estima que cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis para a garantia somam R$ 4,9 bilhões.
O processo de pagamento será iniciado assim que os dados dos credores forem levantados e disponibilizados. O caso do Master e da aquisição do Banco Pleno servem como um alerta sobre a importância da supervisão e da gestão de riscos no sistema financeiro.
