Copa de 2026: Santander aponta ganhos concentrados em poucas empresas, com impacto menor no varejo, especialmente na moda. Grupo SBF lidera com R$390 milhões.
A Copa do Mundo de 2026 deve impulsionar o consumo no Brasil, mas o efeito no varejo não será tão amplo quanto se imagina. Um relatório do Santander aponta para ganhos concentrados em poucas empresas, com uma desaceleração geral nas vendas, especialmente em segmentos ligados a lojas físicas, como a moda.
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O Grupo SBF se destaca como o principal beneficiário, impulsionado pela venda de camisas da seleção e artigos esportivos. A estimativa de receita incremental para 2026 é de cerca de R$ 390 milhões, superior aos R$ 250 milhões gerados na Copa de 2022.
A empresa planeja encomendar aproximadamente 850 mil camisas do Brasil, um volume 21% maior que o do último Mundial.
O e-commerce também se beneficia, com o Mercado Livre podendo aumentar sua participação nas vendas de TVs e eletrodomésticos, devido à migração temporária do consumo do varejo físico para o digital. Casas Bahia e Magazine Luiza também devem lucrar com esse movimento, similar a uma Black Friday adicional, concentrada nos meses da Copa.
Empresas como a Vulkabras podem se beneficiar da maior exposição de chuteiras da marca Mizuno nos jogos, atuando como uma vitrine informal. No setor de alimentação fora do lar, a Arcos Dorados, operadora do McDonald’s, utiliza campanhas temáticas da Copa para sustentar as vendas.
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A CVC pode capturar uma demanda maior por viagens internacionais aos países-sede do torneio.
Por outro lado, varejistas de moda, como C&C, Guararapes e Renner, enfrentam um impacto negativo mais intenso, devido à dependência de lojas físicas e ao fluxo de consumidores. A Vivara também deve sentir o efeito, embora de forma mais limitada, devido ao seu ticket médio mais alto.
Farmácias, como RD Saúde e Pague Menos, experimentam apenas um vento contrário moderado, considerando a essencialidade dos produtos.
Nos supermercados, Assaí, GPA e Grupo Mateus registram um impacto limitado, com a demanda por itens específicos, como carnes para churrasco e bebidas, podendo compensar parte da queda no tráfego.
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