Greve Geral em Buenos Aires: Sindicatos Invadem Avenida de Mayo em Protesto!

Greve geral paralisa Argentina! Sindicatos invadem Buenos Aires em protesto à reforma trabalhista. Sindicatos como FreSU e CGTD lideram a mobilização. Reforma com jornada de 12h e mudanças drásticas em debate

27/02/2026 10:11

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

A Argentina está enfrentando um dia de intensa mobilização. Além do início da votação da reforma trabalhista proposta pelo governo, uma nova greve geral foi convocada para esta sexta-feira, 27. O protesto, organizado pela Frente Sindical Unida (FreSU), que agrupa mais de 100 sindicatos, incluindo a Associação dos Trabalhadores do Estado, o Sindicato dos Metalúrgicos e o Sindicato dos Petroleiros, promete afetar diversos setores da economia.

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A greve, com duração estimada de 24 horas, começou na meia-noite e concentra os manifestantes na Avenida de Mayo, em Buenos Aires.

Impacto nos Serviços

A nova greve terá um impacto significativo em serviços essenciais. De acordo com as entidades organizadoras, hospitais manterão apenas o número mínimo de funcionários, além de voos médicos e estatais operados pela Administração Nacional de Aviação Civil.

A coleta de lixo, as polícias municipais e os agentes de trânsito também serão afetados, gerando interrupções em diversas áreas da cidade.

Frente Sindical Unida e CGT

Destaque para a divisão entre os sindicatos. Diferentemente da paralisação de 20 de fevereiro, a nova greve não conta com o apoio da Confederação Geral do Trabalho (CGT), a principal central sindical do país. A CGT optou por aguardar o resultado da votação no Senado e, em caso de aprovação da reforma, buscará soluções judiciais.

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Essa divisão reflete o clima de tensão entre o governo e os sindicatos em relação à reforma trabalhista.

Reforma Trabalhista em Debate

O principal ponto em discussão é a ampliação da jornada de trabalho. A proposta prevê um limite de até 12 horas diárias, com um período mínimo de descanso de 12 horas. Além disso, as horas extras poderiam ser compensadas com folgas, em vez de pagamento em dinheiro, o que representa uma mudança significativa em relação à legislação atual.

A reforma também inclui alterações nas regras de licenças médicas e a retirada da possibilidade de pagamento de salários em moeda estrangeira.

Outras Iniciativas Legislativas

Paralelamente à reforma trabalhista, o Senado também deve analisar a redução da maioridade penal, que já foi aprovada na Câmara dos Deputados. A proposta visa diminuir a idade mínima para ser julgado por um tribunal criminal de 16 para 14 anos, gerando debates sobre a justiça juvenil e a segurança pública.

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