Greve de Fome de Presos Políticos na Venezuela Exige Libertação
Um movimento de greve de fome está sendo realizado por mais de 200 presos políticos na Venezuela, conforme relatado por familiares à Agência France-Presse (AFP) neste domingo (22). O protesto começou na noite de sexta-feira na prisão Rodeo I, localizada nos arredores de Caracas.
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As famílias dos detidos informaram que a greve de fome envolve um grupo diversificado de indivíduos, incluindo venezuelanos e estrangeiros. A adesão ao protesto é, em grande parte, uma resposta à recém-aprovada lei de anistia, que estabelece exceções significativas, excluindo casos que envolvem militares acusados de “terrorismo”.
Essa restrição tem gerado preocupação e descontentamento entre os presos.
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Um dos indivíduos em greve de fome é Nahuel Agustín Gallo, um gendarme argentino. Sua sogra, Yalitza García, detalhou que a decisão de entrar em greve de fome foi tomada em reação à lei de anistia, que, na sua visão, não oferece uma solução para a situação dos presos.
Outro caso notável é o de Shakira Ibarreto, filha de um policial detido em 2024. Ela expressou sua frustração com a lei de anistia, que, segundo ela, não aborda adequadamente as circunstâncias de sua família.
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A situação é complexa, com a presidente interina Delcy Rodríguez assumindo o poder após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar liderada pelos Estados Unidos. A greve de fome representa um desafio significativo ao governo atual e destaca as preocupações sobre os direitos humanos na Venezuela.
