Retorno ao Canal de Suez em Debate Entre Empresas de Transporte Marítimo
Grandes empresas de transporte marítimo estão reavaliando estratégias para retornar ao Canal de Suez, após interrupções de mais de dois anos causadas por riscos de segurança no Mar Vermelho. A situação é influenciada por ataques contra navios comerciais perpetrados pelas forças Houthi do Iêmen, que alegam apoiar a causa palestina durante a guerra em Gaza.
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A retomada do canal é complexa, considerando a incerteza global e alertas sobre uma possível ação americana no Irã.
Em janeiro, a Maersk, companhia de navegação dinamarquesa, anunciou que retomaria viagens pelo Mar Vermelho em um de seus serviços. O serviço semanal, que conecta o Oriente Médio e a Índia à costa leste dos EUA, iniciará em 26 de janeiro, partindo do porto de Salalah, em Omã.
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A empresa realizou testes com dois navios em dezembro e janeiro.
A CMA CGM, terceira maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo, também anunciou a redirecionamento de navios em três rotas, desviando-os do Canal de Suez. A decisão foi motivada por incertezas globais e planos de redução da expansão das travessias.
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A empresa realizou viagens com escolta naval e planejava iniciar travessias regulares entre a Índia e os EUA em janeiro.
A Hapag-Lloyd, empresa alemã de transporte marítimo, manterá suas operações no Mar Vermelho por enquanto, conforme declarado por um porta-voz em janeiro. O CEO da empresa mencionou que o retorno da indústria naval ao Canal de Suez seria gradual, com um período de transição de 60 a 90 dias para ajustar a logística e evitar congestionamentos portuários.
O Wallenius Wilhelmsen, grupo norueguês de transporte marítimo de veículos, ainda está avaliando a situação e não retomará as viagens até que certas condições sejam atendidas, conforme declarado por um porta-voz em dezembro.
