GPA Encontra Dificuldades Financeiras e Questiona Continuidade Operacional
Após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 na noite de terça-feira, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) expressou preocupações sobre a sua capacidade de manter suas operações. A situação atual da empresa é marcada por uma combinação de fatores, com destaque para o alto nível da dívida bruta, somado aos juros elevados no Brasil.
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A taxa básica de juros (Selic), em 15% no momento, elevou significativamente o custo de manter a dívida, dificultando a recuperação financeira da companhia.
Análise do Setor Varejista de Alimentos
Phil Soares, chefe de análises da Options, comentou sobre as transformações significativas no setor varejista de alimentos nos últimos 10 a 15 anos. Ele observou que o modelo de atacarejo tem se destacado pela competitividade de preços, com menor foco em serviços e localização, o que coloca o GPA em uma situação de incerteza, entre outras empresas do setor.
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Considerações sobre Margens Operacionais
Soares ressaltou que a margem operacional considerada adequada para as empresas do setor varejista de alimentos brasileiro é superior à de empresas estrangeiras, que operam com margens entre 2,5% e 3%. Ele enfatizou que o alto custo do endividamento no Brasil é um fator relevante para as empresas do setor.
Estratégias de Recuperação e Possibilidade de Recuperação Judicial
Diante do risco de encerramento das operações, o GPA anunciou que está implementando novas medidas para mitigar a situação. Essas medidas incluem negociação para alongar a dívida, redução dos custos financeiros e monetização de créditos tributários.
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Phil Soares também mencionou a possibilidade de uma recuperação judicial, destacando que os controladores da empresa possuem a capacidade de realizar essa iniciativa. No entanto, ele ponderou que o investimento pode não ser atrativo para o GPA, mesmo que traga um equilíbrio financeiro.
