Governo dos EUA Mantém Investigação Comercial Contra o Brasil Após Decisão da Suprema Corte
O governo dos Estados Unidos reafirmou sua intenção de prosseguir com a investigação comercial contra o Brasil, mesmo após a decisão da Suprema Corte americana que considerou ilegais as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump. A informação foi divulgada em nota oficial, emitida na noite de sexta-feira, 20, pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
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A nota detalhou que o governo continuará com as investigações da Seção 301, que abrangem o Brasil e a China. Segundo o comunicado, caso as investigações confirmem práticas comerciais desleais, medidas corretivas, incluindo a imposição de tarifas, podem ser adotadas.
A investigação, iniciada em julho do ano passado, foi motivada por uma carta enviada pelo então presidente Donald Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação visa analisar possíveis irregularidades no comércio entre os países. O USTR ressalta que o governo americano permanece focado em reorientar o sistema de comércio global para beneficiar trabalhadores e empresas dos Estados Unidos.
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O governo americano destaca que o déficit comercial atingiu um recorde de US$ 901,5 bilhões em 2025, conforme dados divulgados pelo New York Times. Essa situação tem sido apontada como um dos principais argumentos do atual governo para manter a política comercial restritiva, buscando impulsionar a produção industrial e agrícola interna.
Em resposta à decisão da Suprema Corte, o ex-presidente Trump anunciou a busca por outras ferramentas legais para implementar sua política comercial. Posteriormente, o governo estabeleceu uma nova medida, baseada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, permitindo a imposição de tarifas por até 150 dias sem a necessidade de aprovação do Congresso.
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O ex-presidente expressou sua insatisfação com a decisão da Suprema Corte, classificando-a como “ridícula, mal redigida e extraordinariamente antiamericana”, e anunciou a implementação de novas tarifas legalmente permitidas nos próximos meses.
