Governo não mostrou capacidade para operar equipamento e Defesa tem receio de aprovar empréstimo. Saiba mais no Poder360.
A decisão do governo do presidente (PT) de negar o empréstimo de veículos blindados militares para o Rio de Janeiro foi motivada por preocupações sobre o risco de que integrantes de facções criminosas pudessem obter posse do equipamento de guerra.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O governador Cláudio Castro (PL) havia solicitado o empréstimo de veículos que anteriormente foram utilizados pela Marinha para patrulhar a região do Hospital Naval Marcílio Dias, localizado na Zona Norte do Rio, onde uma médica capitã de Mar e Guerra foi atingida por uma bala perdida em dezembro.
O Ministério da Defesa informou, na terça-feira (28.out.2025), que “naquele momento, a Marinha posicionou veículos blindados no perímetro do hospital, respeitando o limite legal de 1.400 metros em torno de instalações militares, medida voltada à segurança da área e dos militares”.
A Advocacia Geral da União (AGU) analisou o pedido e o reprovou, considerando que a atuação das Forças Armadas em questões de segurança pública se limita a perímetros específicos de faixa de fronteira, no mar e nas águas interiores, em casos de delitos transfronteiriços ou ambientais.
Apesar da resposta formal da AGU, a questão foi debatida internamente no governo. Duas avaliações foram realizadas: uma apontava que a criação de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) teria um custo elevado e exigiria um rearranjo no Orçamento. A outra avaliação ressaltava que o Rio de Janeiro não possuía as condições necessárias para garantir a devida segurança aos veículos militares.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O receio central era que os veículos pudessem ser roubados por integrantes de facções criminosas que atuam no estado e utilizados dentro das favelas. O presidente Lula é contrário à decretação de uma GLO, considerando que o instrumento autoriza a atuação das Forças Armadas em intervenções de segurança pública, sendo uma prerrogativa do presidente.
Apesar da posição de Lula, o governo já havia autorizado o uso das Forças Armadas em operações de segurança em outros locais, como nos portos do Rio e na cidade de Itaguaí, e durante a Cúpula do G20, também realizada no Rio de Janeiro em novembro de 2024.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que a implementação de uma GLO “demanda uma série de condições e requisitos” e segue regras “bastante rígidas”. Uma das pré-condições é que os governadores reconheçam a falência dos órgãos de segurança e transfiram então as operações de segurança para o governo federal, mais especificamente as Forças Armadas.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!