Grupo Técnico para Estudo de Reatores Modulares no Brasil
O governo federal estabeleceu, na quarta-feira (7.jan.2026), um grupo técnico dedicado a analisar a viabilidade da implantação de reatores modulares e microrreatores em território brasileiro. A iniciativa, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia, terá como base o CDPNB (Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro), órgão responsável por monitorar e supervisionar as atividades do setor nuclear nacional.
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O grupo técnico terá um prazo de 180 dias para produzir um relatório técnico detalhado. Este documento deverá identificar os desafios e as oportunidades relacionados à adoção dessas tecnologias no Brasil. A análise abrangerá aspectos tecnológicos, regulatórios, institucionais e ambientais, considerando também a capacidade da infraestrutura existente no país.
Os pequenos reatores modulares (SMRs) e microrreatores têm ganhado atenção em diversos países como alternativa às usinas nucleares convencionais. Caracterizados por seu menor porte, produção padronizada e potencial para custos mais baixos, além de maior flexibilidade de instalação e segurança aprimorada, especialmente em áreas remotas ou com demandas específicas, representam uma opção promissora.
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A formação do grupo técnico envolve representantes de diversos ministérios, órgãos federais, autarquias e entidades dos setores nuclear e energético. O governo justifica a criação do grupo como parte de um planejamento energético de longo prazo e da diversificação da matriz elétrica brasileira, que atualmente depende fortemente das hidrelétricas. Apesar da formação do grupo, não há indicação de uma decisão imediata sobre a construção de novos reatores.
O objetivo principal, neste momento, é avaliar a viabilidade técnica e institucional antes de qualquer ação executiva. O Brasil possui atualmente duas usinas nucleares em operação, localizadas em Angra dos Reis (RJ), e o programa nuclear brasileiro tem sido objeto de debate há décadas, envolvendo questões de segurança, custos, licenciamento ambiental e a aceitação pública.
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