Governo dos EUA muda pirâmide nutricional: carnes, queijos e leite ganham destaque. Robert F. Kennedy Jr. apresenta novas orientações alimentares.
O governo dos Estados Unidos apresentou um novo conjunto de orientações alimentares, que modificam a estrutura tradicional da pirâmide nutricional. Uma das principais mudanças é a nova posição de destaque para carnes vermelhas, queijo e leite integral.
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O objetivo central é promover o consumo de proteínas e reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e aqueles ricos em açúcar.
Robert F. Kennedy Jr., secretário de saúde, apresentou as diretrizes, enfatizando a busca por prevenir doenças crônicas e melhorar a saúde da população americana. Ele defendeu o consumo de “comida de verdade”, priorizando produtos naturais em vez de itens industrializados.
A estratégia visa aumentar o consumo de proteínas, com fontes animais e vegetais sendo incentivadas.
As novas orientações representam uma mudança em relação às recomendações anteriores sobre gorduras saturadas. Agora, os americanos são encorajados a incluí-las na dieta. O documento, que é menor que versões anteriores, sugere o uso de manteiga e sebo bovino na preparação de alimentos, embora não haja evidências científicas sólidas que comprovem benefícios para a saúde.
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Frutas e vegetais continuam sendo incentivados, sem menção explícita ao aumento de gorduras saturadas.
As diretrizes foram parcialmente aprovadas pela Associação Médica Americana, enquanto a Associação Americana do Coração expressou preocupação com o possível aumento do consumo de gorduras saturadas e sódio. Alimentos processados e ricos em sal continuam sendo desencorajados.
A atualização das diretrizes gerou debates e críticas.
Kennedy substituiu o comitê anterior, selecionando um novo grupo de profissionais com alguns vínculos financeiros com indústrias de carne, laticínios e alimentos processados. Apesar das críticas, o documento mantém o limite de 10% das calorias diárias provenientes de gorduras saturadas.
A orientação sobre o consumo de açúcar permanece vaga, recomendando “menos consumo” sem parâmetros específicos.
As novas diretrizes alimentares dos EUA têm implicações significativas para políticas alimentares em diversas instituições, incluindo escolas, hospitais e programas federais. A atualização das diretrizes ocorre a cada cinco anos, refletindo a constante avaliação e ajuste das recomendações nutricionais.
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