Departamento de Saúde dos EUA muda calendário de vacinação infantil, removendo 4 imunizantes. Decisão impacta prevenção de doenças como hepatite A e B.
O governo dos Estados Unidos alterou o calendário de vacinação infantil, removendo a recomendação de quatro imunizantes, incluindo a da influenza. O anúncio foi feito na última segunda-feira, 5, pelo Departamento de Saúde e Saúde Humana, liderado por . Essa decisão impacta a prevenção de hepatite A e B, meningite (causada pela bactéria Neisseria meningitidis), rotavírus (responsável pela gastroenterite) e a doença causada pelo vírus Coxsackie.
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Agora, o governo americano indica a aplicação desses imunizantes apenas para grupos de alto risco ou mediante orientação médica, através de uma “decisão clínica compartilhada” – ou seja, com o consentimento dos pais. A recomendação para as 11 doenças consideradas mais graves, como sarampo, poliomielite e catapora, permanece na lista principal de vacinas para crianças.
A revisão também inclui a recomendação de uma única dose da vacina contra o rotavírus, em vez das duas doses anteriormente recomendadas. Essa mudança reflete uma nova abordagem na política de imunização dos EUA.
Essa alteração drástica ocorre um mês após o recomendar a revisão da política de imunização, buscando alinhar os Estados Unidos com práticas adotadas em outras nações desenvolvidas. O Departamento de Saúde analisou dados de 20 países. A justificativa é que nações que utilizam menos vacinas rotineiras conseguem alcançar bons resultados de saúde infantil e manter altas taxas de vacinação, através da confiança pública e da educação, em vez de medidas obrigatórias.
O diretor interino do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), Jim O’Neill, defendeu que a nova programação visa proteger as crianças contra doenças infecciosas graves, ao mesmo tempo que aumenta a clareza, a adesão e a confiança do público.
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No entanto, o presidente da Academia norte-americana de Pediatria, Sean O’Leary, expressou preocupação de que a redução nas recomendações possa minar a confiança nas vacinas essenciais e contribuir para o ressurgimento de doenças preveníveis.
O especialista enfatizou a importância de que qualquer decisão sobre o assunto seja baseada em evidências sólidas, considerando as diferenças entre países e sistemas de saúde. A discussão sobre a vacinação infantil continua sendo um tema complexo, com diferentes perspectivas e argumentos a serem considerados.
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