Governo do Rio lança plano para retomar territórios do crime organizado
Governo do Rio apresenta plano ao STF para retomar territórios do crime organizado. Projeto de 200 páginas visa fim da influência do Comando Vermelho e milícias
Reocupação de Territórios Controlados pelo Crime Organizado no Rio de Janeiro
O governo do Rio de Janeiro apresentou ao Supremo Tribunal Federal um plano abrangente para a retomada de territórios afetados pela influência do crime organizado. O documento, com 200 páginas, visa o fim do domínio de grupos criminosos, como o Comando Vermelho e milícias, além de promover melhorias em infraestrutura e serviços sociais nas comunidades.
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O plano surge em resposta a uma determinação do STF, decorrente da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.
Foco Inicial em Áreas de Menor Risco Operacional
O projeto piloto, inicialmente, será implementado em comunidades específicas, como Muzema, Rio das Pedras e Gardênia Azul, na zona oeste do Rio. Diferentemente de intervenções em áreas de maior letalidade, o plano prioriza regiões consideradas de menor risco operacional, buscando minimizar confrontos e reduzir o risco para a população civil.
Essa estratégia visa evitar a escalada de violência e a transformação de disputas em guerras urbanas.
Dados sobre a Expansão do Controle Criminal
Estudos apontam para um crescimento alarmante do controle exercido por facções e milícias na região metropolitana do Rio. Entre 2007 e 2024, o número de pessoas submetidas a essa influência aumentou 59%, atingindo cerca de 4 milhões de moradores, representando 34,9% da população.
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Essa dominação abrange grupos como o Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro e Amigos dos Amigos, além de milícias atuantes em municípios da região.
Operações Policiais e Acompanhamento Institucional
O plano prevê a realização de operações policiais, com o apoio de forças federais e das Forças Armadas, além da criação de bases da polícia que funcionarão 24 horas. Também serão implementadas medidas como guarda municipal comunitária, postos da Ouvidoria e da Defensoria Pública, e a formação de lideranças comunitárias.
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) será responsável pelo acompanhamento do cumprimento das medidas por um período inicial de dois anos.
Desafios e Riscos do Plano
Apesar do planejamento, o plano reconhece a possibilidade de riscos, como mudanças rápidas no controle territorial e reações armadas de grupos criminosos. A falta de continuidade, governança e integração entre áreas sociais e de segurança, como demonstrado em experiências anteriores, também é um ponto de atenção.
A implementação do plano está prevista para começar no primeiro trimestre de 2026, com foco em cinco eixos de atuação: segurança pública, desenvolvimento social, urbanismo, desenvolvimento econômico e governança e monitoramento.
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