Governo do PT ajusta R$ 62,5 bilhões para cumprir meta fiscal em 2026

Governo do PT ajusta despesas para alcançar meta fiscal de 2026. Subsecretário David Athayde detalha ajustes de R$ 62,5 bilhões.

29/01/2026 11:38

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(Imagem de reprodução da internet).

O governo, liderado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), precisa ajustar R$ 62,5 bilhões em despesas para alcançar a meta fiscal estabelecida para 2026. Essa informação foi divulgada nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, pelo subsecretário de Planejamento Estratégico da Política Fiscal, David Athayde, a jornalistas.

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A projeção indica um superávit de R$ 34,3 bilhões para o ano corrente, o que representa 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Margem de Tolerância e Ajustes

A margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo permite que receitas e despesas se mantenham em um patamar de déficit zero, garantindo o cumprimento da regra fiscal. Essa flexibilidade é crucial para o governo ajustar suas contas.

Despesas Removidas do Cálculo

Para atingir a meta fiscal, o governo precisa retirar do cálculo os seguintes valores: precatórios excedentes – R$ 41,1 bilhões; ressarcimento de beneficiários do INSS que foram alvo de descontos ilegais – R$ 2,8 bilhões; despesas temporárias de educação e saúde – R$ 2,2 bilhões; projetos estratégicos de defesa nacional – R$ 2,5 bilhões.

Contexto de 2025 e Desafios

Em 2025, o governo Lula enfrentou um rombo de R$ 13 bilhões, equivalente a 0,10% do PIB. Para lidar com esse resultado negativo e cumprir o arcabouço fiscal, a equipe econômica considerou a exclusão de R$ 48,7 bilhões em despesas.

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Desempenho em 2025 e Resultados

O déficit de 2025, com os gastos ajustados, totaliza R$ 61,7 bilhões (ou 0,48% do PIB). A alta real (descontada a inflação) em relação a 2024 foi de 32,3%.

Resultados em Dezembro de 2025

Em dezembro de 2025, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 22,1 bilhões, com uma queda real de 12% em comparação com o mesmo mês de 2024, quando o saldo positivo foi de R$ 24,1 bilhões. Os resultados foram apresentados por diferentes órgãos: Tesouro Nacional – superávit de R$ 10,9 bilhões; Banco Central – saldo positivo de R$ 45 milhões; Previdência – superávit de R$ 11,1 bilhões.

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