Governo destina R 11 bilhões para segurança pública em 2026

Governo federal aloca R 11 bilhões para segurança pública, buscando aprofundar ações contra a criminalidade urbana.

09/07/2026 07:02

3 min

Divulgacao-Esfera-Brasil
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O governo federal anunciou o direcionamento de mais de R 11 bilhões para a segurança pública em 2026, impulsionando o debate sobre a PEC da SegurançaPública e a aprovação do PL Antifacção. O evento também abordou o combate à violência urbana.

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Durante o 5° Fórum Esfera, realizado em 23 de setembro de 2026, o combate à violência urbana foi uma das pautas dos painéis. O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, detalhou o volume de comunicações recebidas pelo órgão, que totalizam cerca de 7,5 milhões por ano sobre movimentações suspeitas.

Dados do Coaf e Megaoperações

Todas as grandes operações policiais realizadas neste ano receberam informações do Coaf, que são avaliadas e compartilhadas com as polícias para incentivar a criação de megaoperações de combate direto na fonte das quadrilhas criminosas. Essas informações são cruciais para o planejamento estratégico das ações de segurança.

A Diretora Executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, ressaltou a necessidade de uma abordagem mais sustentável na segurança pública, criticando a tendência de operações isoladas e a falta de propostas para lidar com as novas lideranças do crime. “O Brasil precisa repensar a segurança pública, focando em investigações e policiamento mais bem preparados, em vez de ações ostensivas”, afirmou.

Participações no Fórum

O painel “Segurança e Soberania: O Enfrentamento às Facções e o Futuro do Pacto Federativo” contou com a presença do presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, e da Diretora Executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, mediado pelo presidente da Central Única das Favelas do Rio de Janeiro, Preto Zezé.

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O deputado federal Mendonça Filho (PL – PE) também participou do debate, destacando que as camadas sociais mais baixas são as mais afetadas pela violência no Brasil e que o Estado precisa se fortalecer nas comunidades para proteger os cidadãos da influência do crime organizado.

“Precisamos parar de pensar na Polícia como algo ostensivo. Precisamos falar sobre investigações e policiamento mais bem preparado”, disse Mendonça Filho.

Análise do Crime Organizado

O advogado tributarista Luiz Gustavo Bichara complementou a discussão, apontando que o crime organizado transcendeu o tráfico de drogas, abrangendo áreas como o controle de serviços básicos, como o gás de cozinha e a internet. “O tráfico representa apenas 15% do faturamento dessas facções.

Essa não é mais a atividade principal desses grupos”, explicou Bichara.

Além do combate ao crime, os participantes abordaram temas como desenvolvimento de infraestruturas, transformação digital, economia, inovação, produtividade e o dilema fiscal, evidenciando a complexidade dos desafios enfrentados pelas autoridades.

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