O Governo de Minas Gerais autuou a mineradora Vale S.A. após dois episódios de extravasamento de água com sedimentos em estruturas de mineração, ocorridos entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, na região central do estado, nos dias 25 e 26 de janeiro de 2026.
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As ocorrências mobilizaram órgãos ambientais e de defesa civil, e serão objeto de fiscalização formal pela administração estadual. A situação gerou preocupação devido ao potencial impacto ambiental e à necessidade de medidas de recuperação.
Primeiro Incidente na Mina de Fábrica
O primeiro extravasamento ocorreu na madrugada de domingo, em uma cava da Mina de Fábrica, operada pela Vale no distrito de Pires, na divisa entre Ouro Preto e Congonhas. A causa foi intensas chuvas na região. A enxurrada de água com sedimentos avançou por áreas próximas, atingindo instalações da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) Mineração, incluindo um almoxarifado, acessos internos e oficinas, conforme relatos locais.
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Felizmente, não houve registro de mortos ou feridos.
Segundo Incidente na Mina Viga
Poucas horas depois, um segundo extravasamento foi identificado na mina Viga, em Congonhas. A mina é um afluente de maior curso hídrico da região. O incidente não afetou comunidades ou bloqueou vias, segundo a Prefeitura. A situação foi monitorada e avaliada pelas autoridades locais.
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Resposta do Governo e da Vale
O governo estadual informou que as ocorrências envolviam unidades da Vale e que equipes técnicas, incluindo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, atuaram no local. As equipes realizaram inspeções e levantamentos para posterior emissão de autos de fiscalização à mineradora.
O governo solicitou um plano de recuperação ambiental para limpeza das margens, desassoreamento e demais medidas de restauração do curso d’água afetado.
Declarações da Vale e Avaliação da Situação
A Vale reconheceu o extravasamento de água com sedimentos em uma cava da mina de Fábrica, mas negou qualquer relação com suas barragens na região, afirmando que “seguem sem alterações nas condições de estabilidade e segurança”. A empresa também informou que não houve feridos ou impacto às comunidades.
A Vale comunicou os órgãos competentes e afirmou que as causas do incidente estão sendo apuradas. O governo de Minas ressaltou que nenhum ferido foi registrado e que os danos materiais e ambientais seguem sob avaliação técnica.
Contexto e Próximos Passos
As autuações à Vale serão baseadas na legislação estadual que trata de intervenções que resultem em poluição ou degradação de recursos hídricos, além de eventuais omissões na comunicação do acidente dentro dos prazos estabelecidos pelas normas ambientais.
A Comissão Externa de Fiscalização dos Rompimentos de Barragens e da Repactuação discutirá o vazamento da Vale após o retorno das atividades do plenário em fevereiro. O episódio ocorreu em um marco de 7 anos do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Minas Gerais, que causou a morte de 272 pessoas e graves danos ambientais em 2019.
