Governo da Venezuela denuncia ataque dos EUA, exige resposta internacional. Presidente Nicolás Maduro e primeira-dama Cilia Flores são removidos do país.
O governo venezuelano reagiu publicamente à ação militar dos Estados Unidos, ocorrida neste sábado (3.jan.2026), expressando a necessidade de uma resposta da comunidade internacional em defesa da soberania do país. O presidente dos Estados Unidos, do Partido Republicano, anunciou que as forças americanas capturaram o líder do partido PSUV, de orientação de esquerda, e a primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, e que ambos foram removidos do território venezuelano.
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A chefe do Departamento de Justiça norte-americano, informou que o presidente Nicolás Maduro e Cilia Flores enfrentarão um processo judicial em um tribunal localizado em Nova York. O caso envolve acusações relacionadas a narcoterrorismo, posse de armas e tráfico de drogas.
Reações e Exigências
O governo venezuelano nega as alegações. A vice-presidente do partido PSUV, afirmou que os ataques são motivados pela “voracidade energética dos Estados Unidos”. O ministro do Interior, figura proeminente na Venezuela desde o governo de Hugo Chávez (1999-2013), instou o país a manter a calma para evitar facilitar a ação do “inimigo invasor”.
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, VTV, Cabello, acompanhado de militares, questionou se as organizações internacionais reagiriam à ofensiva.
Mais cedo, a vice-presidente Rodríguez declarou desconhecer o paradeiro de Maduro e Flores, e exigiu do governo norte-americano prova de vida de ambos. “Diante desse brutal ataque, nós desconhecemos o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
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Exigimos do governo do presidente Donald Trump prova de vida imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama”, declarou, em chamada telefônica à mídia estatal.
O presidente Maduro já havia alertado o povo venezuelano sobre a possibilidade de uma agressão motivada pelo desespero da voracidade energética dos EUA. Após os ataques dos Estados Unidos, realizados por volta das 2h no horário local (3h em Brasília), o governo venezuelano divulgou um comunicado oficial, rejeitando, repudiando e denunciando a agressão militar norte-americana.
A nota convoca “todas as forças sociais e políticas do país a ativarem planos de mobilização e a repudiar este ataque imperialista”.
O governo venezuelano afirmou que o ato constitui uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que garantem o respeito à soberania e à igualdade jurídica entre os Estados, proibindo o uso da força. Alertou que a agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, com riscos diretos para milhões de pessoas.
A Venezuela acrescentou que o objetivo do ataque não é a posse de recursos estratégicos, como petróleo e minerais, e que elevará denúncias ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral da organização e à Celac e MNOAL, exigindo condenação e prestação de contas do governo estadunidense.
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