Governo de Cuba classifica declarações de Trump sobre ilha como “ignorância total”. Ministro Bruno Rodríguez critica sanções e impacto humanitário
O governo de Cuba classificou como “ignorância total” as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um possível colapso do regime em Havana. A resposta foi publicada nesta terça-feira, 6 de janeiro, pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, após Trump declarar que a ilha estaria à beira da ruína econômica após a captura de Nicolás Maduro.
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A declaração busca desconstruir a narrativa de desespero e isolamento imposta pelos Estados Unidos.
Rodríguez usou o Twitter para acusar o republicano de “ignorar intencionalmente sua política criminosa de estrangulamento”, em referência ao endurecimento do bloqueio econômico. Segundo o chanceler, a escalada das sanções tem causado “danos e desespero às famílias cubanas”.
A situação econômica da ilha é agravada pela dependência de importações, com cerca de 80% dos produtos consumidos sendo importados devido ao colapso agrícola e industrial.
Durante uma coletiva de imprensa neste domingo, Trump afirmou que “Cuba parece estar prestes a cair” e que o país “não tem renda”, em alusão à dependência cubana do petróleo venezuelano. Ele ainda destacou o apoio de parte da comunidade cubano-americana à sua política externa: “Muitos cubano-americanos ficarão muito felizes conosco”.
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A situação energética é crítica, com a ilha importando essencialmente todo o combustível necessário para o abastecimento local.
A invasão dos EUA à Venezuela, ocorrida na madrugada deste sábado, 3, e capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar de grande escala que incluiu bombardeios em Caracas e em regiões estratégicas do país.
A ação, confirmada pelo presidente americano, levou o líder chavista para uma prisão nos Estados Unidos sob acusações de narcoterrorismo e abriu uma crise sem precedentes recentes na América do Sul, com impactos diretos sobre a soberania venezuelana, o equilíbrio regional, o mercado global de petróleo e a arquitetura de segurança internacional.
Os afirmam ter realizado um ataque em larga escala contra a Venezuela, com bombardeios em Caracas e em estados estratégicos como Miranda, La Guaira e Aragua. Segundo Washington, a ofensiva derrubou sistemas de energia e alvos militares antes da captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Maduro foi , onde está preso no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn. Ele é acusado de narcoterrorismo e tráfico internacional de cocaína e deverá responder a processos em tribunais de Nova York.
A retórica do governo norte-americano ocorre em um momento de endurecimento da política externa em relação a regimes considerados autoritários. A narrativa de “colapso iminente” tem sido utilizada por Washington como ferramenta para justificar sanções mais duras, enquanto Havana denuncia os efeitos humanitários do embargo.
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