O governo interino da Venezuela anunciou negociações com os Estados Unidos para a venda de petróleo, estabelecendo um modelo de controle direto por Washington sobre volumes, receitas e o destino das exportações. Essa informação foi confirmada pela petroleira estatal PDVSA, que detalhou que as tratativas com autoridades americanas visam comercializar óleo bruto, considerando o contexto das relações comerciais entre os dois países.
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O acordo surge em um momento delicado, após a operação militar americana.
Controle Americano sobre as Vendas
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, declarou que o governo de Donald Trump assumirá o controle das vendas de petróleo venezuelano, justificando a decisão como necessária para “impulsionar as mudanças que simplesmente precisam acontecer na Venezuela”.
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Segundo Trump, as exportações de petróleo venezuelano serão supervisionadas “indefinamente” pelos Estados Unidos, com a receita depositada em contas administradas por Washington.
Reação da Venezuela e Próximos Passos
A presidente interina da Venezuela reconheceu que a relação com os EUA sofreu um “golpe” após a operação militar que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, detidos em Nova York. Apesar disso, ela defendeu a continuidade das negociações comerciais, afirmando que o comércio de petróleo com Washington “não é extraordinário nem irregular”.
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O governo americano, por sua vez, anunciou a apreensão de dois petroleiros ligados ao transporte de petróleo sancionado, um no Atlântico Norte e outro no Caribe.
Estratégia Americana e Impacto Interno
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington possui um plano definido para a Venezuela, enfatizando que a estratégia “não está sendo improvisada”. O secretário de Energia, Chris Wright, assegurou que os Estados Unidos não estão “roubando o petróleo de ninguém”, e que o novo arranjo abrirá espaço para empresas americanas no país.
Internamente, Caracas busca reorganizar o governo após a queda de Maduro, com manifestações de apoio ao regime ocorrendo em bairros populares da capital.
