Governo da Venezuela Liberta 88 Opositores Após Pressão Internacional

Governo da Venezuela liberta 88 opositores após eleições de 2026. A ação, segunda em duas semanas, inclui Jonathan Torres Duque, residente nos EUA. A medida ocorre sob ordem de Maduro Moros

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(Imagem de reprodução da internet).

O governo da Venezuela anunciou a libertação de 88 opositores que estavam presos devido à participação em manifestações após as eleições presidenciais de 2026. Essa ação, ocorrida na quinta-feira (1º de janeiro de 2026), representa a segunda vez em duas semanas que autoridades venezuelanas realizam liberações de presos.

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De acordo com um comunicado oficial, essas ações fazem parte de um processo de revisão abrangente de casos, ordenado pelo presidente Nicolás Maduro Moros, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

A liberação de presos durante o período de festas de fim de ano é uma prática comum na Venezuela.

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Com as duas operações, o total de indivíduos libertados chega a 187 em um período de duas semanas. A Organização Não Governamental (ONG) Comitê pela Liberdade dos Prisioneiros Políticos, citada pela , confirmou a libertação de pelo menos 55 prisioneiros.

A maioria dos libertados, exceto um, foram soltos da prisão de Tocorón, localizada na região central da Venezuela. Entre os libertados está Jonathan Torres Duque, um venezuelano que residia legalmente nos Estados Unidos antes de retornar ao seu país natal, onde foi detido no final de 2024.

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Torres residia legalmente nos EUA sob o Status de Proteção Temporária (na sigla em inglês), designação concedida pelo governo do presidente (Partido Republicano).

Diversas ONGs questionaram a veracidade dos números divulgados pelo governo após o anúncio de 26 de dezembro. Essas organizações estimam que 900 prisioneiros políticos permanecem detidos no país, incluindo pessoas presas antes do período eleitoral.

A maioria das pessoas libertadas havia sido presa por participar de protestos que se seguiram às eleições presidenciais de 2024, em oposição ao governo de Maduro. As libertações ocorrem enquanto o governo de Maduro enfrenta pressão do governo Trump.

Os EUA e realizaram operações próximas à costa venezuelana que, segundo os norte-americanos, transportavam drogas. Grupos de direitos humanos afirmam que a maioria dos detidos políticos foi acusada de crimes como terrorismo, incitação ao ódio e conspiração para derrubar o governo, sendo que poucos foram condenados.

A principal aliança de oposição da Venezuela, liderada pela com o Prêmio Nobel da Paz, descreveu as recentes libertações de prisioneiros como uma “porta giratória” que desvia a atenção do clima mais amplo de medo no país.

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