Brasil e EUA discutem minerais críticos em negociações em Washington. Ministério de Minas e Energia busca evitar apenas extração de matérias-primas.
No início de dezembro, o governo federal brasileiro iniciou conversas com representantes dos Estados Unidos sobre o setor de minerais críticos. O objetivo principal era evitar que o Brasil se tornasse apenas um fornecedor de matérias-primas, conforme comunicou o Ministério de Minas e Energia.
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As negociações ocorreram entre os dias 2 e 4 de dezembro em Washington, D.C., reunindo membros do Ministério de Minas e Energia, do Congresso Nacional, além de representantes dos Departamentos de Defesa (Guerra), Estado, Energia e Comércio dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos receberam com alívio a sinalização de abertura do Brasil ao diálogo. Havia uma preocupação de que o país adotasse uma postura mais nacionalista, com possíveis vetos a parcerias internacionais e protecionismo. O governo brasileiro enfatizou sua abertura ao diálogo com os EUA e com a China, mas ressaltou que a transferência de tecnologia e o beneficiamento dos minerais em território nacional seriam premissas para qualquer acordo.
O governo brasileiro busca evitar que apenas a extração das rochas ocorra no Brasil, enquanto a produção de bens de maior valor agregado, como baterias e ímãs, permaneça concentrada em grandes potências. A complexidade da separação dos elementos, com processos químicos caros e poluentes, exige tecnologia avançada.
A secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Lima Bittencourt, representou o Brasil. Isabella Cascarano, vice-secretária adjunta responsável pelo Hemisfério Ocidental no Departamento de Comércio dos Estados Unidos, representou os EUA.
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O deputado Arnaldo Jardim, relator da Política Nacional dos Minerais Críticos, também participou, apresentando uma proposta vista como um marco para o setor.
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