O governo boliviano, liderado pelo Partido Democrata Cristão (centro-direita), enfrenta sua primeira onda de protestos e paralisações desde sua posse. As manifestações, convocadas por sindicatos e movimentos sociais, iniciaram-se em 22 de dezembro, com o objetivo de anular um decreto presidencial que extinguiu o subsídio aos combustíveis, medida que vigorava por cerca de 20 anos.
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Essa decisão resultou em aumentos de preços que ultrapassaram 160% no diesel e 86% na gasolina.
Nova Marcha e Reuniões Negociadoras
Uma nova marcha está prevista para este sábado (3.jan.2025), com partida de Calamarca em direção à sede do governo em La Paz. O encontro entre sindicatos e o governo está agendado para a próxima segunda-feira (5.jan) para discutir o decreto presidencial 5503.
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O decreto possui 121 artigos e foi publicado em caráter “excepcional” e “temporário”.
Críticas e Reações Sindicais
A Central Operária da Bolívia (COB) considera o decreto 5503 um “pacote neoliberal” que transfere a responsabilidade pela crise para a população. O secretário-executivo da COB, Mario Argollo, criticou o decreto, afirmando que ele vende o país para corporações transnacionais e ignora a análise do Legislativo.
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A COB anunciou uma “greve geral” por tempo indeterminado, recebendo apoio de outros sindicatos, como os dos professores e mineiros.
Novas Medidas e Objetivos do Governo
O governo de Paz implementou medidas como a proibição de novas contratações no serviço público, restrições aos reajustes do funcionalismo e a “livre negociação” entre patrões e trabalhadores. O objetivo é atrair investimentos, criando um regime tributário e jurídico favorável por até 15 anos para aportes nacionais e estrangeiros.
Além disso, o decreto flexibiliza as importações e exportações, visando agilizar o comércio exterior.
Conclusão
O cenário político na Bolívia apresenta tensões devido às novas políticas econômicas implementadas pelo governo. A resistência dos sindicatos e movimentos sociais busca garantir a proteção dos direitos dos trabalhadores e a sustentabilidade econômica do país.
A situação exige diálogo e negociação entre as partes envolvidas para encontrar soluções que atendam aos interesses da população e promovam o desenvolvimento econômico do país.
