O governo federal anunciou, na segunda-feira (30 de março de 2026), um bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026, com o objetivo de controlar os gastos. A medida, detalhada em um decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), visa ajustar o ritmo de execução das despesas e evitar desequilíbrios nas contas públicas.
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O bloqueio impacta tanto despesas discricionárias do Poder Executivo quanto emendas parlamentares.
Foco em Despesas Discricionárias
A maior parte do bloqueio, R$ 1,26 bilhão, atingiu despesas discricionárias não obrigatórias do Poder Executivo, classificadas como RP2. Essa estratégia exclui os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento Econômico (PAC). O objetivo é flexibilizar o controle sobre os gastos, permitindo ajustes conforme necessário.
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Emendas Parlamentares e Faseamento de Empenho
Os R$ 334 milhões restantes recaíram sobre emendas parlamentares, seguindo as regras estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, incluindo emendas impositivas. Além do bloqueio, o governo implementou o “faseamento de empenho”, limitando a autorização de despesas ao longo do ano, com um impacto total de até R$ 42,9 bilhões nos gastos discricionários até novembro.
Distribuição dos Cortes
Os cortes orçamentários foram distribuídos entre diferentes ministérios e órgãos, com maior impacto no Ministério dos Transportes (R$ 476,7 milhões) e em órgãos ligados à infraestrutura e desenvolvimento regional. Ministérios como Fazenda e Integração também registraram reduções, enquanto áreas como saúde e educação tiveram impacto mínimo.
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Monitoramento e Ajustes Futuros
A execução orçamentária será monitorada continuamente, com possibilidade de novos ajustes para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2026. Os órgãos federais têm até 7 de abril para indicar quais programações serão efetivamente bloqueadas.
A estratégia acompanha os ciclos de reavaliação fiscal, permitindo maior controle sobre a execução do Orçamento.
