No início de fevereiro, o governo, liderado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), implementou um aumento de impostos sobre a importação de diversos produtos. Essa medida, formalizada por meio de uma resolução, abrangeu cerca de mil itens, incluindo smartphones, máquinas industriais, equipamentos de informática e telecomunicações.
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A alta nas alíquotas pode chegar a 25% e parte dos reajustes já está em vigor, com o restante entrando em vigor em março.
Objetivos do Governo
Segundo o Ministério da Fazenda, a principal intenção por trás dessa ação é conter o crescimento das importações e proteger a indústria nacional. Dados recentes mostram um aumento de 33,4% nas compras externas de bens de capital e informática desde 2022.
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A participação desses produtos no consumo interno ultrapassou 45% em dezembro de 2025, um nível que, na visão da equipe econômica, ameaça “colapsar elos da cadeia produtiva” e gerar uma regressão tecnológica no país.
Medida Considerada “Moderada”
O ministério classificou a medida como “moderada e focalizada”, essencial para reequilibrar os preços, mitigar a concorrência desigual e reduzir a vulnerabilidade externa do país. Em relação às origens das importações, os principais países fornecedores em 2026 foram os Estados Unidos (34,7%), China (21,1%), Singapura (8,8%) e França (8,6%).
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Lista Detalhada de Produtos Taxados
A lista de produtos sujeitos ao aumento de impostos é extensa, abrangendo diversas indústrias. Inclui equipamentos para geração de energia, como caldeiras e turbinas; bombas e compressores; equipamentos de refrigeração e aquecimento; máquinas de elevação e movimentação; máquinas de construção e mineração; equipamentos agrícolas; máquinas para a indústria alimentícia e de bebidas; máquinas para a indústria de papel, celulose e impressão; máquinas para a indústria têxtil; máquinas-ferramenta e metalurgia; equipamentos de informática e escritório; telecomunicações; componentes eletrônicos; equipamentos médicos e laboratoriais; transporte ferroviário, marítimo e aéreo; instrumentos de medida e óptica.
Possibilidade de Redução Temporária
Apesar do aumento, o governo estabeleceu um prazo até 31 de março para que empresas possam solicitar uma redução temporária da alíquota a zero para produtos que já recebiam benefícios anteriores. Essa concessão poderá ser provisória, com duração de até 120 dias.
