Governo Aponta Polarização e Fake News como Obstáculos na Comunicação em 2026
Governo acusa polarização por atraso em políticas! João Brant, da Secom, critica a lentidão na aprovação de medidas pelo presidente. Entenda os desafios da comunicação em 2026
Governo Argumenta que Polarização Política Impede Aprovação de Políticas
O secretário de Políticas Digitais da Secom (Secretaria de Comunicação Social), João Brant, defende que a lentidão na aprovação de medidas pelo presidente (PT) é resultado da intensa polarização política no país, e não de falhas na comunicação do Planalto.
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Em entrevista ao Poder360, Brant ressaltou que o governo desenvolveu uma linguagem mais leve e conectada ao cotidiano desde 2025, utilizando humor, mas que o eleitorado brasileiro tem demonstrado crescente resistência a essa abordagem.
“O governo tem se mostrado eficaz na comunicação dentro do cenário de polarização política e de tensões entre os poderes”, declarou Brant. Ele enfatizou que a dificuldade em alcançar os eleitores com as realizações do governo é amplamente influenciada pela rigidez das opiniões, um fenômeno que o cientista político Felipe Nunes descreve como “calcificação” das posições políticas.
Brant reconheceu que a comunicação enfrenta limitações estruturais. Utilizando uma metáfora do ministro da Secom, Sidônio Palmeira, ele explicou que as políticas públicas fornecem o “vento”, enquanto a comunicação serve para “abrir a vela”.
A restrição do espaço fiscal nos primeiros anos do governo também contribui para a escassez de temas novos, dificultando a produção de conteúdo informativo.
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O secretário citou a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com salários até R$ 5.000 como um exemplo de tema que gerou interesse público antes, durante e após a sua discussão no Congresso. Brant alertou para um desafio no processo eleitoral de 2026, não apenas pela polarização, mas também pelo potencial de uso de ferramentas digitais para burlar as regras de financiamento eleitoral, incluindo a distribuição e venda de conteúdo.
Ele também estabeleceu limites éticos para o uso de inteligência artificial na comunicação, defendendo que a ferramenta não deve ser utilizada para criar situações falsas. Brant ressaltou que o papel do governo em ano eleitoral é defender as políticas públicas, como o fim da jornada 6×1, sem entrar em confrontos diretos com a oposição.
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