Governo Federal é acusado de “politiqueira” em reunião de governadores de direita no Rio. Operação da PF causa crise entre União e estado.
O ministro do Desenvolvimento Regional e Infraestrutura (PSD), Gilberto Fávaro, classificou uma reunião de governadores de direita como “politiqueira”. A declaração foi feita em resposta à organização da reunião, que ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal realizou uma megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, resultando em 121 mortes.
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Fávaro argumentou que um movimento genuinamente preocupado com a segurança pública envolveria a participação de todos os 27 governadores. A reunião foi vista como uma tentativa de isolamento político, dada a recente operação policial e a subsequente crise de relações entre o governo federal e o estado do Rio de Janeiro.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), acusou o governo federal de não ter respondido ao pedido de socorro do estado em relação ao combate às organizações criminosas. Castro afirmou que o estado estava “atuando sozinhos nesta guerra” após a megaoperação.
O Planalto respondeu que Castro não solicitou apoio durante a operação e que o governo federal foi pego de surpresa pela ação, que não foi previamente comunicada nem acompanhada por forças federais.
Após as acusações, o governador Castro entrou em contato com a ministra das Relações Institucionais, Tânia Moreira, para esclarecer que não tinha a intenção de criticar o governo federal. Castro também destacou que não pediu ajuda especificamente para a operação, mas que, em outras ocasiões, suas solicitações de apoio foram negadas.
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A reunião foi organizada em meio a uma polêmica, que adquiriu contornos políticos devido à filiação de Castro ao PL. Participantes incluem o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), que não pôde comparecer devido a conflitos de agenda, e os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Romeu Zema (Minas Gerais), que devem se deslocar para o Rio, além de Ronaldo Caiado (Goiás).
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